Os altos preços dos ingressos para a Copa do Mndo que vêm sendo praticados levaram a Associação Europeia de Torcedores de Futebol (Football Suporters Europe, FSE, na sigla em inglês) a apresentar uma ação judicial à Comissão Europeia nesta terça-feira contra a Fifa.
A denúncia oficial, feita em conjunto com uma organização que defende os direitos Humanos (Euroconsumers) critica a entidade que comanda o futebol no mundo "por ter abusado da sua posição de monopólio", de acordo com comunicado.
A FSE informa que os preços para a final de 19 de julho, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, estão bastante inflacionados se for comparado com o que foi cobrado na última edição da Copa do Mundo, realizada quatro anos atrás, no Catar.
Os bilhetes mais baratos para o jogo decisivo do Mundial deste ano estão custando US$ 4.185 dólares (R$ 21.898,00). O valor é sete vezes maior, de acordo com os demandantes, do que o que foi cobrado na última competição de seleções que teve a Argentina como campeã.
"A Fifa possui um monopólio na venda de ingressos para o Mundial de 2026 e utiliza este poder para impor aos torcedores condições que nunca seriam aceitáveis em um mercado de concorrência", afirmam as duas organizações que criticam a postura da Fifa.
Segundo a entidade que comanda o futebol no mundo, quase sete milhões de ingressos foram colocados à venda e cada torcedor pode comprar no máximo quatro entradas por partida e um total de 40 para todo o torneio.
A Copa do Mundo deste ano terá uma versão ampliada para 48 seleções e terá 104 confrontos no total. O Mundial terá três países como sede: os Estados Unidos, o México e o Canadá.

