A derrota do Brasil por 2 a 1 para a França no amistoso de ontem deixou claro que, às vésperas da Copa do Mundo, a seleção ainda tem mais lacunas do que certezas. O time de Carlo Ancelotti não foi capaz de assustar, mesmo com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo. Do outro lado, a França desfilou qualidade com dois gols de cavadinha, de Mbappé e Ekitiké. Bremer descontou.
Mesmo diante de um ataque francês estrelado, Ancelotti não abriu mão do esquema com quatro atacantes. A ousadia do italiano não surtiu efeito no primeiro tempo. O Brasil vacilava na construção e demonstrava falta de encaixe, um contraste com a seleção francesa, em um estágio bem mais avançado de preparação. Nos erros da Canarinho, a França abriu o placar aos 31 minutos. Em passe errado de Douglas Santos, Tchouaméni recuperou a bola e Dembélé acionou Mbappé em velocidade - deixou Léo Pereira comendo poeira, com a defesa totalmente desguarnecida. O craque tocou de cavadinha na saída de Ederson e marcou um lindo gol.
Aquém na etapa inicial, os brasileiros foram premiados com a expulsão de Upamecano, aos 7 da etapa final. Com um homem a mais, a seleção brasileira pressionou alto, deixando espaços nas costas. Em mais uma recuperação de bola, a França partiu em estocada no contra-ataque. De pé em pé, os franceses desenharam os buracos da defesa do Brasil até chegar em Ekitiké, que deu um toquinho por cima de Ederson - novamente - e ampliou aos 19.
O Brasil até pareceu voltar para o jogo aos 32, com Bremmer, que marcou seu primeiro gol pela seleção após jogada de bola parada. Mas o placar não se alterou mais. O zagueiro ainda deixou Vini na cara do gol em bola enfiada no último minuto de jogo, mas o craque não aproveitou.
Após o apito final, os brasileiros presentes no Gillet Stadium, em Boston, chegaram a vaiar o time verde-amarelo. O Brasil agora encara a Croácia, algoz da eliminação na Copa do Mundo de 2022.

