A revolta em Barcelona pela derrota com polêmica diante do Atlético de Madrid, por 2 a 0, no Camp Nou, na ida das quartas de final da Champions League, foi enorme na quarta-feira. A bronca com o árbitro István Kovacs foi grande e levou o clube a prestar uma queixa formal na Uefa, nesta quinta. Os dirigentes catalães reclamam da não marcação de um pênalti claro pelo árbitro e da negligência do VAR, que acabaram "influenciando o resultado."
O lance polêmico ocorreu no segundo tempo, quando o Barcelona perdia por 1 a 0 e o goleiro Musso cobrou o tiro de meta curto para o zagueiro Pubill. O defensor, ao invés de dar sequência ao lance, segurou a bola com a mão e reiniciou a jogada pela segunda vez, cometendo uma falta na área ignorada por Kovacs e pelo VAR - o defensor já tinha amarelo e ainda deveria ser expulso, na visão de Hansi Flick.
"O departamento jurídico do clube apresentou uma queixa formal à Uefa relativa aos acontecimentos na partida de ida das quartas de final da Champions League contra o Atlético de Madrid", divulgou o clube em nota oficial. "O clube considera que a arbitragem não respeitou as regras vigentes, influenciando diretamente o desenrolar e o resultado do jogo."
O clube ainda detalhou qual a sua bronca. "A reclamação centra-se numa ação específica. Aos 54 minutos do jogo, após o reinício correto da partida, um jogador adversário pegou na bola dentro da sua área sem que lhe fosse assinalado o pênalti correspondente. O FC Barcelona entende que esta decisão, juntamente com a grave falta de intervenção do VAR, representa um erro gravíssimo", protestou. "Assim sendo, o clube solicitou a abertura de uma investigação, o acesso às comunicações da arbitragem e, quando aplicável, o reconhecimento oficial dos erros e a adoção das medidas cabíveis", cobrou.
O Barcelona considerou que não foi a primeira vez, alegando que em edições recentes da Champions, decisões de arbitragem já haviam sido "incompreensíveis" e "tiveram um efeito prejudicial sobre a equipe". O clube se vê prejudicado em sequência e acusa os árbitros de duplo padrão, o que "impede a competição em igualdade de condições contra outros clubes."
De acordo com o jornal Mundo Deportivo, a primeira medida da entidade para "acalmar" o Barcelona seria uma punição exemplar para István Kovacs, afastando-o de todas as competições europeias até o fim de temporada, agendada para maio.

