Sem Lucho Acosta, o Fluminense vira outro time — e para pior. Os números escancaram o tamanho do problema: sem o meia argentino, o aproveitamento do técnico Luis Zubeldía despenca para 33,3%, com mais derrotas do que vitórias. Com ele em campo, o rendimento salta para 72,7%.
Sob comando de Zubeldía, foram oito jogos sem Acosta, com desempenho vergonhoso: quatro derrotas, dois empates e só duas vitórias. A partida vexatória contra o Independiente Rivadavia, que terminou em revés por 2 a 1, pela Libertadores, escancarou o problema. Depois do jogo, o treinador falou sobre a suposta dependência do argentino.
"O Lucho tem uma característica muito pessoal. É um meia-atacante com drible, com muitas assistências. Não é fácil, não há outro jogador com a mesma característica. Apesar da ausência importante, temos que solucionar. Não podemos ficar nessa de 'se não tem o Lucho, então não podemos ganhar". Não podemos permitir isso", disse.
Na prática, é exatamente o que acontece. Sem Acosta, o Flu perde criatividade e fica previsível. Os resultados mostram isso. Sem o jogador, Zubeldía ganhou só de Juventude e Madureira, ambos por um gol de diferença.

