O empate por 2 a 2 com o Bahia, após abrir vantagem de dois gols, deixou um gosto amargo no Santos, e o técnico Cuca não escondeu a frustração. Em entrevista após a partida, o treinador valorizou a atuação da equipe, mas apontou falhas pontuais como determinantes para a reação adversária na Arena Fonte Nova.
"Isso que é duro. Você faz uma partida como a gente fez em grande parte do jogo e tem que explicar certas situações", afirmou. Para Cuca, o primeiro gol sofrido mudou completamente o cenário do jogo, até então controlado pelo time paulista.
O treinador citou diretamente o lance que originou a reação do Bahia e revelou ter conversado com o goleiro Diógenes. "Se a gente não toma um gol que era evitável já eram 30 minutos. Qual chance o Bahia tinha criado até então? Pelo contrário, quem teve as chances fomos nós de fazer o terceiro gol", disse.
Mesmo com o resultado, Cuca defendeu o plano de jogo adotado pelo Santos e evitou críticas públicas mais incisivas. Segundo ele, a estratégia funcionou e só passou a ser questionada após o gol sofrido. "O planejamento estava certo. Vou cobrar, sim, individualmente e coletivamente, mas internamente. Aqui fora, não", completou.
O técnico também fez questão de destacar o desempenho da equipe mesmo sem nomes importantes, como Neymar e Gabigol. Para ele, a atuação dos jovens reforça o crescimento do grupo em meio às dificuldades.
"Mostramos jogo, e num momento assim isso é importante. O Neymar faz falta, o Gabigol também, mas esses meninos foram muito bem. Isso encorpa o elenco, faz a gente crescer", avaliou.
Apesar do tom de cobrança, Cuca reconheceu que o momento exige ajustes e projetou mudanças para a sequência da temporada. A abertura da próxima janela de transferências foi citada como ponto importante para reforçar o elenco.
"Saio frustrado, claro, mas vou corrigir internamente. Daqui a pouco tem uma parada, tem uma janela, e vamos fazer as avaliações necessárias com a diretoria. Temos carências? Sim, todos têm", finalizou.

