A surfista Michaela Fregonese entrou para a história do surfe brasileiro ao registrar a maior onda já surfada por uma mulher no País. A marca foi confirmada após análise técnica: uma ondulação de 12,25 metros, encarada pela atleta no dia 11 de maio, na Laje da Jagua, em Jaguaruna, no litoral de Santa Catarina.
A confirmação do recorde veio depois de uma semana de avaliações feitas por especialistas. Apesar da expectativa em torno de uma possível quebra do recorde absoluto nacional, a maior onda surfada no Brasil segue sendo a de 14,82 metros, registrada por Lucas Chumbo, também em Jaguaruna, em 2025.
A sessão que resultou no recorde aconteceu após a passagem de um ciclone pela região, condição que gerou um swell, considerado ideal para ondas gigantes e atraiu atletas de diferentes partes do País para o litoral catarinense.
"Eu fui para um campeonato de remadas que teve na Praia do Cardoso e já fiquei de olho nesse swell, essa ondulação gigante que estava chegando. Só que meu filho está morando em Portugal e eu estava com receio de deixá-lo sozinho, então nem estava nos meus planos ficar. Porém, o voo foi cancelado, foi coisa do destino", contou Michaela em entrevista ao ge.
A surfista relembrou ainda a sensação ao entrar no mar e perceber a dimensão da onda surfada.
"Foi a minha primeira onda no dia. Foi uma onda difícil de fazer. Eu não sabia que era tão longa. Eu fiquei "essa onda é incrível". Eu fui premiada, não tiveram mais ondas como essa naquele dia. Já sou considerada a mulher que pegou a maior onda da história do Havaí, e agora a maior já surfada por uma mulher no Brasil. Vejo como uma inspiração para outras gerações. E as meninas que competem comigo vão ter que correr atrás", completou.
Natural de Curitiba, Michaela tem 45 anos e é um dos principais nomes do chamado Big Surf, modalidade voltada para ondas gigantes. Neste ano, foi campeã do Big Wave Challenge, na Califórnia, nos Estados Unidos, além de vencer as categorias Onda do Ano e Maior Onda do Ano.

