Tchouaméni falou pela primeira vez em uma coletiva de imprensa, no último domingo, 31, sobre a briga com Federico Valverde no Real Madrid que tomou as manchetes em maio e escancarou uma crise no clube. O jogador da seleção francesa, que disputa sua segunda Copa do Mundo, garantiu que não houve violência, como foi amplamente divulgado.
Na época, a rádio francesa RMC Sport noticiou que o meio-campista uruguaio foi levado ao hospital após trocas de agressões entre os dois e, posteriormente, o clube comunicou que ele havia sido diagnosticado com traumatismo cranioencefálico. Assim, não atuou no clássico contra o Barcelona por La Liga e voltou somente na última rodada, contra o Athletic Bilbao.
A França faz na próxima quinta-feira, 4, o primeiro dos últimos dois amistosos internacionais antes da Copa do Mundo, contra a Costa do Marfim. Tchouaméni foi questionado na coletiva de imprensa da equipe de Didier Deschamps sobre o caso e como seria enfrentar o colega de elenco em um confronto com o Uruguai.
"A vida segue com o Fede. Todos temos objetivo em comum de ganhar títulos para o Real, e se nos enfrentarmos na Copa, claro que queremos ganhar. No caso pessoal, não há problema agora", disse o meio-campista, vice-campeão da edição no Catar em 2022.
Tchouaméni disse isso não antes de falar que o caso tomou proporções maiores do que deveria e de reforçar que há coisas que "não podem sair na imprensa". "Jogamos no Real Madrid, somos jogadores importantes e, inevitavelmente, criará uma reação forte de todos os demais", pontuou.
"Na mídia, havia tudo que é tipo de coisa. Ouvi de uma briga, como se tivessem sido desferidos golpes, que não foi o caso. Não entrarei nos detalhes, o mais importante é que o clube sabe o que aconteceu e seguimos adiante. Há muitas coisas que acontecem no vestiário que, obviamente, não podem sair na imprensa", declarou o jogador.
Apesar de especulações que ligavam Valverde ao Manchester United após a briga, ele e Tchouaméni seguem no Real Madrid e disputarão a Copa do Mundo com suas seleções. A França está no Grupo I, junto a Senegal, Iraque e Noruega, e o Uruguai no Grupo H, com Espanha, Cabo Verde e Arábia Saudita.

