A Argélia apresentou à Fifa uma reclamação pelo que considerou uma "arbitragem injusta" no jogo contra a Argentina na Copa do Mundo. A Federação Argelina de Futebol (FAF) entende que Lionel Messi deveria ter sido expulso no primeiro tempo da partida, informou nesta sexta-feira (19) uma fonte da entidade à AFP.
Aos 30 minutos de jogo, em uma disputa de bola, Messi pisou na panturrilha do zagueiro Aïssa Mandi com as travas da chuteira. O lance não foi considerado punível pelo árbitro polonês Szymon Marciniak, e o VAR também não recomendou revisão para possível cartão vermelho.
Naquele momento, Messi já havia aberto o placar. Depois, marcou mais dois gols e comandou a vitória da Argentina sobre a Argélia na estreia do Grupo J da Copa do Mundo. Com os três gols, o camisa 10 igualou Miroslav Klose como maior artilheiro da história dos Mundiais, com 16 gols.
Segundo a mesma fonte da FAF, "a reclamação se refere principalmente à falta de Messi, que, na opinião geral, merecia um cartão vermelho".
"Houve também duas cotoveladas em Ibrahim Maza e Anis Hadj Moussa, em situações que justificavam igualmente a expulsão", acrescentou.
Questionada sobre o motivo de apresentar a reclamação três dias após a partida, a fonte explicou que "não estamos dizendo que a seleção argentina não foi forte, mas não podemos ficar em silêncio diante da injustiça. Todos os três lances foram perfeitamente claros e o VAR não interveio".
A entidade ressaltou que a queixa foi protocolada no dia seguinte ao jogo e dentro dos prazos estabelecidos pela Fifa.
"Não esperamos uma mudança no resultado, mas sabemos que cada jogo está sujeito a uma avaliação da comissão de arbitragem, que posteriormente toma as decisões cabíveis", completou.
O próximo compromisso da Argélia no Mundial será na segunda-feira, contra a Jordânia, em Santa Clara. A seleção encerra sua participação na fase de grupos diante da Áustria, no dia 27 de junho, em Kansas City.
Os 'Guerreiros do Deserto' disputam sua quinta Copa do Mundo. A única vez que avançaram ao mata-mata foi em 2014, no Brasil, quando foram eliminados pela Alemanha por 2 a 1, na prorrogação.

