O apito final da decisão contra a Espanha não encerrou apenas a Copa do Mundo de 2026. Também colocou um ponto final na trajetória de Lionel Messi no maior palco do futebol. Aos 39 anos, o argentino disputou sua sexta e última edição e se despede como um dos maiores personagens da história dos Mundiais.
A caminhada começou em 2006, aos 18 anos. Na estreia, saiu do banco, marcou um gol e deu uma assistência na goleada sobre a Sérvia e Montenegro, tornando-se o jogador mais jovem da história da seleção argentina a balançar as redes em uma Copa. Era o início de uma trajetória que atravessaria gerações.
Quatro anos depois, na África do Sul, Messi chegou como melhor jogador do mundo. A expectativa era enorme, mas a campanha terminou nas quartas de final, diante da Alemanha, sem que o camisa 10 marcasse um único gol. Em 2014, no Brasil, veio a primeira redenção. Com quatro gols, uma assistência e atuações decisivas, conduziu a Argentina até a final e foi eleito o melhor jogador do torneio, apesar da derrota para os alemães. A Copa de 2018 representou o momento mais difícil de sua carreira. Em meio à crise da Argentina, marcou apenas uma vez e viu a equipe cair nas oitavas de final diante da França. A resposta definitiva veio em 2022. No Catar, Messi liderou os 'Hermanos' rumo ao tricampeonato mundial, conquistou novamente a Bola de Ouro da Copa e levantou, enfim, o troféu que faltava em sua coleção.
Em 2026, voltou a comandar a Albiceleste até a decisão. Foram oito gols, quatro assistências e participação direta em 12 gols, além de cinco prêmios de melhor em campo. Na decisão contra a Espanha, porém, Messi passou em branco e viu o sonho do segundo título escapar com a derrota por 1 a 0 na prorrogação. Uma despedida sem a taça, mas com um legado que dificilmente será igualado.

