Maurício é denunciado pelo STJD e pode desfalcar o Palmeiras por seis jogos

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou quatro pessoas envolvidas no duelo entre Vitória e Palmeiras, no meio de semana, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. São eles o palmeirense Maurício e os rubro-negros Cacá e Luan Cândido, além de Fábio Mota, presidente do clube baiano.

O meia-atacante foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), utilizado em casos de jogadas violentas e prevê suspensão de uma a seis partidas. No lance em questão, aos 25 minutos do primeiro tempo, Maurício acertou uma cotovelada no zagueiro Cacá, quando a partida ainda estava com 0 a 0 no placar.

Apesar das diversas reclamações dos jogadores do Vitória, o árbitro Alex Gomes Stefano mostrou cartão amarelo para o palmeirense e o VAR não recomendou a revisão. O zagueiro levou cinco pontos no queixo após o duelo e despertou a ira dos dirigentes baianos, incluindo o presidente da equipe.

"Ainda bem que o Brasil viu o jogo. O Cacá levou cinco pontos no queixo, não foi por acaso, não foi por ser intencional, que foi o que os jogadores relataram sobre o que o árbitro disse. Isso desequilibrou a partida. Houve um desequilíbrio após a não expulsão pela agressão", disse Fábio Mota.

"Passamos por isso no ano passado contra o Flamengo. Estamos acostumados. Não quero vitimizar, mas é difícil fazer futebol no nordeste. Você tem investimento menor, viaja mais e tem de passar por isso. É lamentável".

Por essas declarações, o presidente do clube foi denunciado pelo artigo 258, que cita "conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva". O dirigente pode levar de 15 a 180 dias de suspensão.

Já o zagueiro Cacá, que participou do primeiro lance polêmico do embate com Maurício, também foi enquadrado no artigo 254. Ele recebeu o vermelho direto aos 34 minutos do primeiro tempo após entrada em Jhon Arias. Assim como o meia-atacante palmeirense, o defensor do clube baiano pode pegar até seis jogos de suspensão.

Enquanto Luan Cândido, que foi expulso após fazer o gesto de "roubo" com as mãos, foi enquadrado no artigo 243-F. Esse define ofensas à honra por fatos diretamente relacionados ao esporte. O lateral-esquerdo pode pegar quatro jogos de suspensão e ainda pagar uma multa de até R$ 100 mil.

Todas as decisões são de primeira instância e ainda cabe recurso por parte dos envolvidos. O Vitória também pode receber punição por não cumprir com os regulamentos, enquadrado no artigo 191. As audiências de todos os acusados estão agendadas para a manhã da próxima terça-feira (04).