O Platense terá de disputar duas partidas com os portões fechados no Estádio Ciudad de Vicente López após os episódios de violência registrados na partida contra o Fluminense, pelas quartas de final da Libertadores. A punição foi determinada pela Agência de Prevenção de Violência no Esporte (Aprevide), órgão do governo da província de Buenos Aires.
A decisão atinge os confrontos com o Newell's Old Boys, pelo Campeonato Argentino, e com o Estudiantes, pela Copa Argentina. O clube argentino foi enquadrado na Resolução nº 2026-176 da Aprevide, que prevê restrições de público em eventos esportivos.
A sanção é independente de uma eventual punição da Conmebol. A entidade responsável pela organização da Libertadores ainda analisa os acontecimentos da partida e não anunciou medidas contra o Platense.
A confusão aconteceu depois do apito final, quando o Fluminense comemorava a classificação para a semifinal da Libertadores. O clima de tensão começou no gramado e rapidamente envolveu jogadores, integrantes das comissões técnicas e torcedores.
Guga se dirigiu ao setor onde estavam seus familiares para comemorar a vaga e o gesto foi interpretado por integrantes do Platense como provocação. O lateral se envolveu em uma discussão com membros da comissão técnica argentina, enquanto Freytes tentou intervir. O desentendimento aumentou e o zagueiro do Fluminense chegou a ser alvo de uma tentativa de soco.
Ao mesmo tempo, torcedores do Platense invadiram o campo, entraram no setor destinado aos visitantes e roubaram uma faixa da torcida do Fluminense.
Na sequência, os torcedores seguiram em direção ao setor ocupado pelos brasileiros. Durante o tumulto, bancos chegaram a ser arremessados do campo para a arquibancada.
Mesmo com a derrota por 2 a 1 em Buenos Aires, o Fluminense avançou à semifinal da competição. O time carioca ficou com a classificação pelo vantagem de 3 a 2 no placar agregado, porque tinha vencido por 2 a 0 no Rio.

