O Corinthians está há sete jogos sem vencer: são cinco derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro, além de um empate e uma derrota pela Libertadores. Esses números se assemelham aos das últimas partidas de Fernando Diniz, hoje técnico do clube alvinegro, como comandante do São Paulo. Em 2021, o treinador acumulou a mesma sequência negativa e foi demitido do time tricolor. Nos trabalhos mais recentes de Diniz, a situação também se repetiu. Vasco, Cruzeiro e Fluminense tiveram séries de resultados ruins na reta final das passagens do treinador, com derrotas e aproveitamento abaixo dos 50%.
Após a derrota no último domingo para o Fluminense, Diniz chegou à sua oitava derrota no comando do Corinthians desde que os campeonatos retornaram após a pausa para a Copa do Mundo. No total, foram 16 partidas para o clube alvinegro neste recorte de tempo.
Deste montante de jogos disputados, o time de Diniz só conseguiu vencer quatro jogos, empatando outros quatro e perdendo em oito ocasiões. Um aproveitamento de 33,3%. Além disso, o Corinthians foi eliminado neste período da Copa do Brasil e da Libertadores. Com apenas o Brasileirão, a equipe ainda luta contra o rebaixamento, estando na 14ª colocação.
Esta conjunção de fatores coloca Diniz em um cenário já conhecido pelo treinador em outros trabalhos. No Corinthians, o técnico vive um ponto de "ruptura" que, nos últimos clubes em que trabalhou, levou à sua demissão.
Apesar do momento negativo, Diniz conta com o respaldo da diretoria e do elenco. Marcelo Paz, executivo de futebol do Corinthians, defendeu a continuidade do trabalho após a eliminação da Libertadores e voltou a bancar o treinador depois da derrota para o Fluminense.
A permanência também teve o aval dos jogadores, que pediram a continuidade do técnico. Antes disso, Matheuzinho já havia saído em defesa do treinador e afirmado que o elenco estava fechado com ele.
Em seu clube anterior, o Vasco, Diniz também chegou aos últimos 16 jogos na berlinda. Com sete derrotas, cinco vitórias e quatro empates, o treinador viveu uma quebra de confiança da gestão carioca, que optou por demiti-lo do cargo após um aproveitamento de 39,6% no recorte.
A saída aconteceu em 22 de fevereiro de 2026, depois da derrota por 1 a 0 para o Fluminense, pela semifinal do Campeonato Carioca. Naquele momento, o Vasco também estava na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, com um empate e duas derrotas nas três primeiras rodadas.
Antes disso, Diniz já havia passado por um de seus piores trabalhos. À frente do Cruzeiro, o técnico acumulou apenas 35,2% de aproveitamento em 18 jogos no comando da equipe. Nos últimos 16 jogos, foram sete derrotas, cinco empates e quatro vitórias, com aproveitamento de 35,4%. A sequência contribuiu para a saída do treinador, que deixou o clube após pouco mais de quatro meses no cargo.
Diniz teve um de seus melhores trabalhos à frente do Fluminense. Em sua segunda passagem pelo clube, entre abril de 2022 e junho de 2024, foram 188 jogos, com 91 vitórias, 41 empates e 56 derrotas, além dos títulos da Libertadores de 2023 e da Recopa Sul-Americana de 2024.
Apesar do retrospecto positivo, a passagem terminou de forma melancólica. Nos últimos 16 jogos, foram seis vitórias, três empates e sete derrotas, com aproveitamento de 43,8%. A sequência de resultados contribuiu para a saída do treinador, demitido em junho de 2024.
Como técnico do São Paulo, Diniz teve uma de suas saídas mais marcantes. Em 2021, o time ficou os mesmos sete jogos sem vencer em nenhuma competição que o Corinthians, de forma seguida, mas com seis deles no Brasileirão.
Na época, o trabalho já desgastado do treinador, junto à sequência de derrotas, foi o estopim para a demissão. A passagem de Diniz pelo São Paulo também foi marcada por confusões com jogadores e atritos extracampo.

