A nota enviada anteriormente contém um erro no primeiro parágrafo. O auxílio não será pago pelo governo, mas sim pelas estatais. Segue a versão corrigida:
O governo de Minas Gerais foi o primeiro a anunciar ajuda financeira aos clubes de futebol local após a MP das bets assinada pelo presidente Lula (PT) na última sexta-feira. Por meio da Cemig e da Codemig, estatais mineiras, parte dos recursos que as empresas destinam à publicidade e ao patrocínio de suas marcas será aplicada em contratos com América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro.
Foram anunciados R$ 32 milhões: R$ 15 milhões para o Atlético-MG, R$ 15 milhões para o Cruzeiro e R$ 2 milhões para o América-MG. Os contratos serão assinados nos próximos dias. Outros dois clubes do interior do estado ainda participarão da negociação.
Patrocinados por empresas de bets, os clubes mineiros reclamaram da atitude do governo federal, alegando que poderiam se endividar ainda mais com a rescisão com seus parceiros. A medida de ajuda foi anunciada nesta terça-feira, em evento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte.
"O futebol de Minas é muito maior que as bets. E a parte que o estado pode fazer nesse momento é sair, não vou dizer socorro, não, com apoio a essas nossas grandes torcidas que estão sendo imediatamente prejudicadas", disse o governador Mateus Simões.
Além dos três gigantes do estado, Athletic, de São João del Rei, atualmente na Série B, e Uberlândia, que disputa a Série C, devem também receber o auxílio, em cotas menores e ainda a serem divulgadas após encontro com o governo.
"Como eu disse, são cinco times em Minas Gerais que vão passar por esse suporte. Já estamos anunciando R$ 32 milhões para os times da capital", revelou. "Vamos abrir as negociações com os dois clubes do interior, Athletic, de São João del Rei, e o Uberlândia. E para nós é uma questão de responsabilidade", seguiu.
Mateus Simões aproveitou para fazer um apelo. "Quero aproveitar para conclamar as outras empresas mineiras para também se juntarem a esse esforço de apoio ao nosso futebol", cobrou.
"O valor que estamos colocando à disposição é aproximadamente um terço do que as bets colocavam nesses times. A nossa pretensão não é, nesse primeiro momento, substituir, mas dar o primeiro grande exemplo para as empresas mineiras", seguiu. "Está na hora de a gente reassumir o nosso futebol e fazer com que ele seja patrocinado por aquilo que o mineiro é bem representado."

