Ex-presidente do City diz que clube não pode seguir na Premier League caso recurso seja negado

No centro de uma polêmica em que foi considerado culpado por mais de uma centena de denúncias sobre violações financeiras, o Manchester City sofreu mais um duro golpe. Em entrevista à BBC, David Bernstein, ex-presidente da agremiação, defendeu que a equipe fique fora da Premier League caso não consiga reverter a decisão de uma comissão independente sobre suas irregularidades na competição.

"É condenável. É inacreditável. O meu pensamento imediato é: a direção deve continuar? As pessoas envolvidas devem ser suspensas de imediato. Isso é muito, muito sério. Acho isso verdadeiramente revoltante", afirmou o ex-dirigente que comandou o clube entre 1998 e 2003.

"Há uma linha de pensamento entre os advogados que passa por negar, negar e negar, mas este é um clube de futebol integrado numa liga e toda a credibilidade dessa mesma liga está aqui em causa. Não sou advogado, mas vejo isto como algo tão sério que vai além das autoridades do futebol", completou.

A comissão independente que cuida do caso considerou a equipe de Manchester culpada em 114 das 115 acusações analisadas, segundo o jornal espanhol Sport. Neste cenário, o clube poderá recorrer, mas o prazo termina nesta sexta-feira, dia 2.

O ex-dirigente foi além em seu discurso e defende que as punições aplicadas não podem limitar-se ao aspecto financeiro. "As sanções não podem ser apenas financeiras, têm de ir muito além disso. Se o recurso falhar, o Manchester City não pode continuar na Premier League, tem de sofrer. E digo isto na qualidade de torcedor", afirmou.

A punição será, agora, analisada numa nova audiência da comissão independente. O processo continuará a ser privado e confidencial até que a publicação do resultado seja autorizada. A Premier League trabalha para que todo o processo, incluindo eventuais recursos, seja concluído o mais breve possível.