João Fonseca encerra ano sem títulos, acumula lesões e vê rivais superá-lo

João Fonseca não vai mais jogar nesta temporada. O brasileiro, atual número 29 do mundo, anunciou neste sábado que só voltará ao circuito profissional em 2027. Depois de ajudar o Brasil a se classificar na Copa Davis, o tenista confirmou que ficará fora dos últimos torneios do ano para priorizar a recuperação física e mental. A decisão encerra uma temporada sem títulos e marcada por problemas físicos.

Fonseca ainda tinha a expectativa de voltar a tempo de defender o título do ATP 500 da Basileia, na Suíça, e disputar o Masters 1000 de Paris. A recuperação, porém, não evoluiu como o esperado, e o brasileiro decidiu não antecipar o retorno às quadras.

Os problemas começaram no início do ano, quando dores na lombar tiraram Fonseca dos ATPs 250 de Brisbane e Adelaide, na preparação para o Aberto da Austrália. Ele disputou o Grand Slam, mas perdeu na estreia para o norte-americano Eliot Spizzirri. Na ocasião, explicou que sentia dores principalmente nos movimentos de rotação e no saque, relacionadas a uma condição crônica na coluna.

Em maio, foi a vez do punho direito atrapalhar a programação. Fonseca desistiu do ATP 500 de Hamburgo para evitar agravar o problema, mas conseguiu disputar Roland Garros no fim daquele mês e chegou às quartas de final. Em junho, um desconforto no ombro direito o tirou do ATP 250 de Eastbourne. Ele voltou em Wimbledon e alcançou a terceira rodada.

A última interrupção aconteceu em agosto, no Masters 1000 de Cincinnati. Depois de vencer o holandês Botic van de Zandschulp na estreia, o brasileiro sentiu um incômodo no abdômen durante um treino e abandonou o torneio. Na sequência, também ficou fora do US Open e anunciou que não disputaria os torneios da gira asiática.

A decisão de parar também deve custar posições a Fonseca no ranking. Na última semana de outubro, ele perderá os 500 pontos do título da Basileia, conquistado no ano passado. No início de novembro, serão mais 50 pontos a menos, referentes à campanha no Masters 1000 de Paris em 2025.

A projeção é de uma queda entre dez e 15 posições, dependendo dos resultados dos concorrentes. Com isso, Fonseca corre o risco de sair do top 40. O norte-americano Learner Tien, por exemplo, já aparece à frente do brasileiro e ocupa atualmente a 17ª posição do ranking mundial.

Outro nome em ascensão é o espanhol Rafael Jódar, que também ganhou destaque no Masters 1000 de Xangai. Enquanto os rivais seguem disputando torneios e somando pontos, Fonseca não terá mais oportunidades de melhorar sua classificação nesta temporada.

A posição no ranking terá importância para o início de 2027, quando o brasileiro voltará a competir. O próximo Grand Slam será o Aberto da Austrália, em janeiro. Até lá, o tenista afirma prioridade será recuperar a condição física e mental para voltar ao circuito sem precisar interromper novamente o calendário.