De olho na seleção, Carlos Augusto marca e dá assistência em vitória da líder Inter no Italiano

Carlos Augusto precisou de pouco tempo em campo para decidir a vitória da Inter de Milão e reforçar sua candidatura a novas oportunidades na seleção brasileira. O lateral saiu do banco, marcou o gol da virada e deu a assistência para o terceiro no triunfo por 3 a 1 sobre o Bologna, neste sábado (17), no estádio Renato Dall'Ara, pela sétima rodada do Campeonato Italiano. Invicta, a equipe de Cristian Chivu chegou aos 19 pontos e manteve a liderança.

A Inter teve de reagir depois de sofrer um gol de Pobega aos dez minutos. Thuram empatou de cabeça, após cruzamento de Barella, aos 44, mas o resultado ainda estava indefinido quando Carlos Augusto substituiu Dimarco, aos 23 do segundo tempo. No minuto seguinte, o brasileiro apareceu no segundo poste para completar um cruzamento rasteiro de Zielinski e colocar os visitantes à frente.

O lateral voltou a ser decisivo na reta final. Após uma combinação que passou por Çalhanoglu e Mkhitaryan, recebeu pela esquerda e cruzou de primeira para Bonny completar para o gol. A participação em dois dos três gols rendeu ao brasileiro o prêmio de melhor jogador da partida. "Entrei como sempre com a vontade de ajudar os companheiros, eu sempre coloco os objetivos da equipe à frente dos meus pessoais. Conta mais a vitória da Inter", afirmou à DAZN.

A atuação teve um significado particular para um jogador que ainda tenta superar a frustração de ficar fora da Copa do Mundo. Cotado entre as alternativas para a defesa brasileira, Carlos Augusto não entrou na lista final de Carlo Ancelotti para o Mundial de 2026. A versatilidade para atuar como lateral, ponta e zagueiro não foi suficiente para garantir uma das 26 vagas, e a ausência permaneceu como assunto mesmo depois de uma tarde de destaque na Itália.

Ao comentar o momento pessoal, Carlos Augusto admitiu que a preparação para a temporada foi acompanhada por dificuldades. "Nesta temporada, tenho a cabeça livre, o verão não foi fácil, posso dizer isso. Trabalhei muito e meu principal objetivo é que a Inter vença", declarou. O discurso combina a disposição para aproveitar as oportunidades dadas por Chivu com a tentativa de deixar para trás a decepção com a seleção.

O brasileiro, porém, não escondeu que vestir a camisa nacional continua entre suas ambições. "Eu queria o Mundial, mas vamos pensar na Inter, a Seleção é consequência e veremos depois", disse.