O presidente de LaLiga e vice da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Javier Tebas, terá de dar explicações ao Tribunal de Arbitragem Desportiva (TAD) da Espanha após declarações infelizes contra o Real Madrid, na qual acusou a emissora de TV do clube de usar métodos de Joseph Goebbels, ministro do regime de propaganda nazista alemão.
O dirigente vive longa guerra com o clube merengue por causa de cobranças por punição ao Barcelona por supostos pagamentos milionários a empresas de José Maria Enriquez Negreira, que foi vice-presidente do Comitê de Árbitros da Espanha e dirigente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), entre 2001 e 2018. O dirigente, porém, jamais aceitou as denúncias de corrupção esportiva em LaLiga, o que o tornou inimigo dos merengues, dispostos a destitui-lo de seus cargos.
"Nesta quinta-feira, o Conselho Superior de Desportos (CSD) apresentou um pedido fundamentado ao Tribunal de Arbitragem Desportiva (TAD) em relação às declarações feitas pelo presidente da LaLiga e vice-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Javier Tebas, contra o Real Madrid", divulgou o CSD. "Em uma publicação na plataforma de redes sociais X, dia 16 de outubro, Javier Tebas comparou os métodos de comunicação do Real Madrid com os mecanismos de propaganda explorados por Goebbels, o ministro alemão nazi da Propaganda", continuou a entidade.
O Tribunal de Arbitragem aceitou as denúncias e vai avaliar se as declarações contêm indícios de uma possível infração ao artigo 76.4.b da Lei do Desporto 10/1990, que qualifica como infrações muito graves os "atos notórios e públicos que lesionem a dignidade ou o decoro desportivo".
Em, nota oficial de repúdio após as declarações, o Real Madrid alegou que a conduta de Tebas evidencia falta de neutralidade, respeito e imparcialidade incompatível com as suas responsabilidades institucionais. Desta forma, cobrou uma renúncia do dirigente.
"Os seus ataques constantes ao Real Madrid e àqueles que reivindicam transparência e regeneração constituem, na opinião do nosso clube, um verdadeiro flagelo para o futebol espanhol. O Real Madrid exige a sua renúncia imediata aos cargos de presidente da LaLiga e de vice-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol."
Agora, o clube do presidente Florentino Pérez aguarda por alguma punição ao dirigente e espera que a ação do CSD ao TAD seja válida. "O CSD remete-se à própria doutrina jurídica do TAD, que, com base na jurisprudência do Tribunal Supremo, considera a dignidade e o decoro desportivo vinculados à existência de um quadro de convivência civilizada no desporto, cuja viabilidade requer o respeito mútuo entre aqueles que ocupam posições destacadas neste âmbito", cobrou a entidade.
"O CSD considera essencial que as instituições desportivas preservem os valores que convertem o esporte num espaço de respeito, convivência e jogo limpo."

