Leila critica Flamengo por polêmica com a final da Libertadores: 'Sandália da humildade'

Durante o pré-jogo do Palmeiras contra o Red Bull Bragantino neste sábado, 24, pelo Campeonato Brasileiro, a presidente palmeirense, Leila Pereira, não se esquivou da polêmica e criticou a atitude do Flamengo ao buscar um recurso junto à Conmebol sobre a possível escalação irregular de Marco Rojo, do Estudiantes.

Em entrevista à TV Palmeiras, a dirigente chamou a atitude de "ridícula" e afirmou que o clube paulista chegou à final do torneio continental com êxito dentro de campo. Além disso, Leila provocou o rival carioca e declarou que o Flamengo precisa "calçar a sandália da humildade".

"Coisa feia, ridículo. Vou te falar uma coisa: a presidente do Palmeiras é muito sincera. O que me interessa é que o Palmeiras está em mais uma final e nós conseguimos esse êxito dentro das quatro linhas. É isso que tem que acontecer sempre. Eu acho ridículo tentarmos subterfúgios para conseguirmos algum êxito. É sem nenhum motivo", afirmou a presidente.

"Ano passado, por exemplo, estivemos em Lima, aconteceu tudo aquilo que aconteceu e o que nós fizemos? Calçamos a sandália da humildade, trabalhamos o ano inteiro e estamos novamente em uma final de Libertadores. Também na Copa do Brasil, brigando no Brasileiro e campeões do Paulistão. Então, eu acho que isso é o que falta nesse clube (Flamengo), que está tentando mexer os pauzinhos. Calcem a sandália da humildade. Reconheçam. O Palmeiras está na final, o Estudiantes está na final e eu acho que vai ser um lindo espetáculo em Montevidéu", complementou Leila Pereira.

O Flamengo apresentou uma reclamação formal à Conmebol contra a escalação do zagueiro Marcos Rojo, do Estudiantes, na partida de volta da semifinal da Libertadores. O defensor atuou com autorização do Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), e a equipe argentina garantiu a classificação para a final após vencer a disputa por pênaltis.

A denúncia por uma possível escalação irregular dá início a um processo disciplinar na Conmebol, que ficará responsável por analisar o caso. A entidade não se manifesta sobre procedimentos em andamento antes da conclusão das investigações. De acordo com o código disciplinar, a punição prevista para esse tipo de irregularidade pode ser a derrota por 3 a 0 da equipe envolvida.