União Caribenha de Futebol declara apoio à reeleição de Infantino para presidência da Fifa

A União Caribenha de Futebol (CFU), entidade que reúne associações de futebol do Caribe, declarou apoio coletivo à reeleição de Gianni Infantino para a presidência da Fifa. Em comunicado oficial, o grupo pontuou os motivos pela decisão e reafirmou o compromisso pelo fortalecimento do futebol local.

"A CFU reconhece as iniciativas de desenvolvimento da FIFA, incluindo investimentos em infraestrutura de futebol, programas técnicos, competições, futebol juvenil e feminino, e fortalecimento da capacidade institucional", diz o texto divulgado.

Segundo o comunicado, o posicionamento foi definido após consultas às associações que integram a entidade. Das 31 associações que fazem parte da CFU, 25 são filiadas à Fifa e todas declararam apoio à continuidade de Infantino. A entidade destacou que os investimentos da federação internacional têm importância para países caribenhos que ainda enfrentam limitações financeiras e estruturais para desenvolver o futebol.

A eleição presidencial da Fifa está marcada para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. Infantino anunciou sua candidatura à reeleição em maio deste ano, durante o Congresso da entidade realizado em Vancouver, no Canadá. Para permanecer no cargo até 2031, precisará conquistar a maioria dos votos das 211 associações nacionais filiadas à federação.

A candidatura, porém, enfrenta resistência de parte das entidades do futebol. Em julho, Infantino apresentou um projeto para criar uma empresa comercial que reuniria direitos de competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, com a possibilidade de abrir participação a investidores privados. A proposta gerou críticas de dirigentes e federações, principalmente pela falta de transparência no processo, e acabou abandonada após a reação contrária de diferentes confederações.

Em setembro, a Federação Francesa de Futebol (FFF) anunciou a retirada de seu apoio à reeleição do suíço. A entidade justificou a decisão com questionamentos sobre a condução da Fifa e a necessidade de reformas na governança.

O episódio se soma a outras críticas direcionadas ao presidente, entre elas reclamações sobre sua proximidade com Donald Trump e a entrega do primeiro Prêmio da Paz da Fifa ao presidente norte-americano, alvo de questionamentos sobre a neutralidade política da entidade.