Flamengo entra com petição contra veto às bets no Supremo

Rubro-Negro entrou como 'amigo da corte' em ação contra Medida Provisória do Governo Federal que proíbe casas de apostas no Brasil

Presidente do Flamengo, Bap vinha militando contra o veto às bets
Presidente do Flamengo, Bap vinha militando contra o veto às bets -
O Flamengo reforçou a briga contra a Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil. Na noite desta terça-feira (29), o Rubro-Negro acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com petição para se tornar "amigo da corte" — ente interessado no processo — em ao menos duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) que questionam a MP assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o "UOL".
A movimentação do Flamengo representa uma tentativa de frear o avanço da proibição. O Governo Federal decretou o veto na última sexta-feira (25) e determinou que as casas de apostas teriam até o dia 5 de outubro para retirar propagandas e patrocínios de circulação. Até esta data, as estampas nas camisas de 14 dos 20 clubes da Série A, financiados por bets, terão de ser removidas. Com isso, muitas das empresas podem romper os contratos com as equipes se a MP se mantiver.
Caso o Mais Querido seja aceito pelo STF como amicus curiae — "amigo da corte" —, terá o direito de apresentar documentos, dados e manifestações verbais durante os julgamentos da ação. O principal argumento do Rubro-Negro é que o fim repentino dos patrocínios da Betano, sua patrocinadora master, e de outras bets pode prejudicar o planejamento financeiro e a manutenção das atividades do clube, que não geram receitas suficientes para cobrir os próprios gastos.
"Quando o Parlamento começar a debater a MP, não haverá mais o que preservar. (...) Nada do que se pretende alcançar em outubro de 2026 deixará de ser alcançável em 2027. Por outro lado, tudo o que se destruir em outubro de 2026 estará perdido em 2027", diz trecho da petição.
A equipe afirma ter um contrato de R$ 268,5 milhões por ano com a Betano e antecipa prejuízo de R$ 400 a R$ 430 milhões em 2027, caso a proibição seja mantida e o contrato com a casa de apostas seja suspenso. Desde a assinatura do Governo Federal, o presidente do Flamengo, Bap, tem feito uma série de declarações sobre os efeitos da Medida Provisória nas finanças do clube.