Idosos são atingidos por bomba no Maracanã em jogo do Fluminense

Episódio ocorreu dentro do Setor Sul e eles foram atendidos no ambulatório do estádio

Casal de idosos foi atingido por uma bomba durante jogo do Fluminense dentro do Maracanã
Casal de idosos foi atingido por uma bomba durante jogo do Fluminense dentro do Maracanã -
A festa da torcida do Fluminense na semifinal da Libertadores quase virou uma tragédia para uma família de tricolores. A alegria de estar presente no Maracanã junto com os pais deu lugar a um susto após uma bomba atingir o braço do pai e a perna da mãe dentro do Setor Sul do estádio. Em publicação nas redes sociais, a torcida Juliana Veloso lamentou o episódio e questionou a segurança do local.
"Ontem, na semifinal da Libertadores, a festa estava linda. Até que uma bomba passou pelo braço do meu pai e atingiu a perna da minha mãe. Saímos do jogo para o ambulatório, com eles feridos, assustados e com a pressão nas alturas. Meu pai, que tinha voltado ao estádio este ano depois de anos afastado pela violência, talvez não volte mais", disse a torcedora.
Juliana Veloso compareceu ao Maracanã para acompanhar o primeiro jogo da semifinal da Libertadores. A torcedora tricolor estava junto com o pai Jonias Marcos Veloso, de 68 anos, e a mãe Wilma Veloso, de 64. Após a bomba estourar no local, o homem ficou desorientado, enquanto a mulher, que fez uma cirurgia vascular este ano, ficou ferida. Segundo a filha, a pressão dos dois disparou.
O casal de idosos recebeu atendimento no ambulatório do Maracanã e passa bem. O susto foi grande, mas não apaga a falha da segurança. Juliana Veloso relatou que havia crianças perto deles e ressaltou que poderia ter acontecido pior. A torcedora tricolor também questionou o protocolo de revista do estádio e cobrou penalização aos responsáveis, já que o local possui biometria facial.
"Bombas não entram sozinhas num estádio com revista e biometria. Alguém jogou, e alguém deixou entrar. Tinha criança em volta. Podia ter sido muito pior. O que aconteceu com meus pais não pode ser normalizado. Já estamos formalizando tudo e vamos cobrar até o fim, para que nenhuma outra família troque o Maracanã pelo ambulatório", completou.
A reportagem do DIA entrou em contato com o Maracanã para falar sobre o episódio. O caso está sendo apurado internamente.

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