Técnicos comentam ameaça de greve dos jogadores por sobrecarga no calendário

Técnicos comentam ameaça de greve dos jogadores por sobrecarga no calendário
Técnicos comentam ameaça de greve dos jogadores por sobrecarga no calendário -

A ameaça de greve de jogadores como Rodri, do Manchester City, e Koundé, do Barcelona, em protesto contra a sobrecarga de jogos imposta pela Uefa e Fifa, reacendeu o debate entre jogadores e treinadores sobre o calendário apertado no futebol europeu. Dessa maneira, o técnico do Bayern de Munique, Kompany, foi um dos que se posicionaram sobre o tema e apresentou uma possível solução.

“Chega a um ponto em que 75 ou 80 jogos por temporada não é realista. A solução seria limitar o número de partidas que cada jogador pode disputar. Além disso, garantir um período de férias obrigatório”, sugeriu o treinador do Bayern durante entrevista coletiva.

Ao mesmo tempo, Luis Enrique, técnico do PSG, também abordou a questão, mas com um ponto de vista diferente. Ele negou a possibilidade de greve, argumentando que o Campeonato Francês, por ter duas equipes a menos, resulta em quatro jogos a menos no calendário, o que ameniza o impacto da sobrecarga.

“Temos que nos adaptar às exigências do clube. O calendário é exigente, mas temos a vantagem de menos jogos na nossa liga”, afirmou, antes da partida contra o Reims.

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Guardiola apoia posicionamento de Rodri por sobrecarga no calendário

Por outro lado, Pep Guardiola, técnico do Manchester City, destacou que qualquer mudança significativa precisa partir dos próprios jogadores. O espanhol reforçou ainda que eles são os principais agentes desse movimento.

“Se algo vai mudar, tem que vir dos jogadores. Sem eles, não há jogo. A pressão está nas mãos deles, e acho que por isso muitos estão começando a falar sobre isso”, comentou Guardiola, que apoiou as falas de Rodri e outros atletas a favor de ajustes no calendário.

A possível greve dos jogadores é uma resposta direta ao aumento das competições, como o Mundial de Clubes, e à reformulação dos torneios europeus, como a Champions, Liga Europa e Liga Conferência, que sobrecarregam os atletas.

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