O Conselho Deliberativo do São Paulo marcou para a próxima quarta-feira (14), às 18h30, a votação que decidirá o futuro do presidente Julio Casares. O processo será conduzido em voto secreto e contará com a participação dos 255 conselheiros do clube.
De acordo com o Estatuto Social, o afastamento preventivo de Casares só ocorrerá se ao menos dois terços dos conselheiros — ou seja, 179 votos — se posicionarem a favor do impeachment. Caso esse número não seja atingido, o pedido será arquivado. Em caso de aprovação, o processo avança para uma nova etapa: a Assembleia Geral dos associados, que decidirá de forma definitiva se o presidente será destituído do cargo.
Na véspera da votação, o Conselho Consultivo, composto por ex-presidentes como Carlos Miguel Aidar e Leco, além de antigos líderes do próprio Conselho, se reuniu para discutir o caso. Apesar da relevância do encontro, não houve caráter deliberativo e o grupo não recomendou o impeachment.
O pedido de destituição foi protocolado ainda em 2025 por conselheiros que apontaram irregularidades na exploração clandestina de um camarote do Morumbis, de acordo com informações do portal ge. Posteriormente, um inquérito da Polícia Civil, conduzido pelo delegado Tiago Fernando Correia, trouxe novos elementos: relatórios do Coaf indicaram movimentações financeiras consideradas atípicas nas contas de Casares, ampliando a pressão sobre sua gestão.

