Carlos Miguel Aidar, ex-presidente do São Paulo que renunciou ao cargo em 2015, foi um dos principais defensores da continuidade de Julio Casares à frente do clube. O fato ocorreu durante a tarde da última terça-feira (6) durante reunião do Conselho Consultivo do clube, órgão que orientou o atual mandatário do clube a não renunciar ao cargo. As informações são do portal “Uol”.
Durante a reunião, Aidar atuou como um dos principais defensores de Casares. O ex-presidente usou sua experiência pessoal para aconselhar o atual mandatário. Isso porque, em 2015, Aidar deixou a presidência do São Paulo após denúncias envolvendo a sua gestão. À época, uma gravação feita pelo então vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro trouxe declarações sobre supostas práticas irregulares, incluindo
Aidar usou sua experiência pessoal para embasar a recomendação. Em 2015, ele deixou a presidência do São Paulo após denúncias envolvendo a gestão. Naquele período, uma gravação feita pelo então vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, trouxe declarações sobre supostas práticas de corrupção. A Justiça absolveu Aidar em 2022.
No encontro da última terça, o ex-presidente relatou arrependimento por renunciar naquele contexto. Aidar ainda teria dito que hoje entende que possuía sustentação política para permanecer no cargo. A partir dessa avaliação, ele sugeriu que Casares não tomasse decisão semelhante diante das acusações, que ainda se encontram em estágio preliminar.
Conselho recomenda permanência de Casares no São Paulo
O grupo discutiu a possibilidade de recomendar a renúncia do presidente, mas decidiu não seguir por esse caminho. Ao final do encontro, o conselho optou por não sugerir o afastamento do dirigente. O argumento apresentado é que ainda não há provas materiais que justifiquem um afastamento de Casares do cargo. O órgão ainda defendeu a necessidade de aguardar o avanço das apurações da Polícia Civil antes de qualquer medida extrema.
Vale destacar, no entanto, que o Conselho Consultivo não tem poder de decisão e o impeachment de Julio Casares deve ser apreciado e votado pelo Conselho Deliberativo do clube. O órgão, inclusive, já marcou a data para a análise do caso: 14 de janeiro. O processo se dará em voto secreto e contará com a participação dos 255 conselheiros do clube.
De acordo com o Estatuto Social, o afastamento preventivo de Casares só ocorrerá se ao menos dois terços dos conselheiros — ou seja, 179 votos — se posicionarem a favor do impeachment. Caso não se atinja esse número, haverá o arquivamento do pedido. Em caso de aprovação, o processo avança para uma nova etapa: a Assembleia Geral dos sócios, que decidirá sobre a destituição do cargo.
Entenda o caso
Na última terça-feira (5), o “Uol” revelou uma investigação da Polícia Civil que apura saques em dinheiro feitos em contas bancárias do São Paulo, totalizando um valor de R$ 11 milhões. Segundo relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeira), as operações foram realizadas entre janeiro de 2021 e novembro de 2025.
Em paralelo, a Polícia também investiga depósitos em dinheiro realizados na conta de Casares, somando R$ 1,5 milhão. Segundo o Coaf, os valores representariam cerca de 47% das movimentações bancárias do dirigente no período analisado, entre janeiro de 2023 e maio de 2025.
Em nota emitida pela sua defesa, o presidente do São Paulo se defendeu das acusações: “Todas as movimentações financeiras de Julio contidas nos relatórios do Coaf possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira. Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração. Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhadas e esclarecidas no curso das investigações -com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais – justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial”.
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