Mãe de Eliza Samudio cobra explicações das autoridades sobre passaporte achado

Mãe de Eliza Samudio cobra explicações das autoridades sobre passaporte achado
Mãe de Eliza Samudio cobra explicações das autoridades sobre passaporte achado -

A reaparição do passaporte de Eliza Samudio em Portugal reacendeu a dor e a revolta de Sonia Moura, mãe da modelo assassinada em 2010. Ao se manifestar publicamente, ela afirmou que a localização do documento não pode ser tratada como um fato isolado e defendeu que ainda existem pontos obscuros que precisam ser esclarecidos pelas autoridades.

Por meio das redes sociais, Sonia destacou que o episódio levanta dúvidas antigas e aprofunda o sofrimento de quem convive, há mais de uma década, com a ausência de respostas definitivas. Segundo ela, a falta de informações claras transforma o luto em um processo contínuo e doloroso, marcado por incertezas que permanecem sem solução.

“Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente. Essas lacunas não são detalhes – elas pesam, machucam e gritam por esclarecimento”, escreveu dona Sonia.

O Ministério das Relações Exteriores, inclusive, informou que o passaporte localizado está vencido e cancelado. Além disso, o Itamaraty confirmou que enviará o documento do Consulado-Geral do Brasil em Lisboa para Brasília. No entanto, até agora, as autoridades não divulgaram detalhes sobre as circunstâncias da descoberta nem explicaram como o passaporte chegou ao país europeu.

Apesar de declarar que evitará novas manifestações públicas, Sonia Moura deixou claro que não abrirá mão de cobrar esclarecimentos oficiais. “Minha filha merece respeito, verdade e justiça”, escreveu.

Crime brutal que chocou o mundo

Eliza Samudio morreu aos 25 anos, em um crime que mobilizou o país e levou a Justiça a condenar oito pessoas. Porém, mesmo após os julgamentos, as autoridades nunca localizaram o corpo da modelo. Com base em depoimentos, a principal linha de investigação sustenta que os envolvidos esquartejaram o cadáver e o ocultaram sob uma camada de concreto.

O ex-goleiro Bruno Fernandes, apontado como mandante do crime, recebeu em 2013 uma condenação de 22 anos e três meses de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. Ele teve um filho com Eliza, cuja paternidade não era reconhecida à época. Em 2023, após progressão para o regime semiaberto em 2018, o ex-atleta obteve liberdade condicional.

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