A quarta-feira (07) marcou o retorno de Savarino à rotina do Botafogo, mas não o desfecho da novela sobre seu destino. O meia venezuelano reapresentou-se no Espaço Lonier durante a tarde, colocando fim à ausência nos primeiros dias da pré-temporada. O atraso ocorreu devido ao caos logístico provocado pela invasão dos Estados Unidos à Venezuela, fato que fechou fronteiras e obrigou o atleta a traçar uma rota alternativa via Panamá para conseguir desembarcar no Rio de Janeiro.
Apesar da enorme expectativa sobre a negociação com o Fluminense, o primeiro contato entre o jogador e o clube alvinegro ignorou o mercado da bola. Savarino priorizou tranquilizar os funcionários e companheiros sobre sua situação pessoal. O atleta relatou que ele e sua família, incluindo o filho Stefano — cujo aniversário celebraram em Caracas dias antes do ataque —, estão bem e que nenhum parente se feriu durante a ofensiva militar norte-americana. O foco inicial restringiu-se aos exames médicos e avaliações físicas de praxe.
Fluminense espera por Savarino
Enquanto o lado humano dominou a reapresentação, a questão contratual segue pendente e com o relógio correndo. O Fluminense mantém a negociação aberta, mas estabeleceu um prazo mental para o desfecho: a diretoria tricolor espera uma resposta definitiva até o próximo sábado (10). Os clubes já se acertaram quanto aos termos, que envolvem uma compensação financeira e a ida do volante Wallace Davi para General Severiano. Falta apenas o “sim” do venezuelano para selar a troca.
O Botafogo trata a saída do camisa 10 como uma medida estratégica, ainda que dolorosa para a arquibancada. A gestão alvinegra reconhece que negociar um dos destaques do time é impopular aos olhos da torcida. No entanto, o clube enxerga a transferência como necessária para aliviar a folha salarial e equilibrar as finanças para a temporada de 2026.
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