A Polícia Civil abriu inquérito para apurar possível desvio de dinheiro e uso de notas fiscais frias no Corinthians durante a gestão de Duilio Monteiro Alves. O dirigente presidiu o clube entre 2021 e 2023.
A investigação iniciou na semana passada, motivada por denúncia de um torcedor ao Ministério Público em julho do ano passado. O pedido se baseia em uma matéria do site “ge” mostrando que o clube bancou gastos pessoais do dirigente.
O relatório de despesas apresentado pela presidência do Corinthians, abrangendo o período de 26 de setembro a 31 de outubro de 2023, registra 176 compras que somaram pouco mais de R$ 86 mil reais. Todas realizadas em dinheiro vivo e, posteriormente, reembolsadas pelo clube. Entre os itens estão produtos como cerveja e remédios para disfunção erétil.
O principal fornecedor citado é o “Oliveira Minimercado”, que faturou pouco mais de R$ 32 mil em sete notas fiscais emitidas entre os dias 18 e 31 de outubro. Todas elas são descritas como “serviços de buffet”. O endereço da empresa fica no Jardim Ângela, na Zona Sul de São Paulo. O local está a 35 km da sede do Corinthians, localizada na Zona Leste da cidade.
MP já investigava o caso no Corinthians
O Ministério Público já investigava o caso. Isso porque, após ouvir os sócios do minimercado em questão, o órgão constatou fragilidade nos depoimentos e reforçou a suspeita de que a empresa seria de fachada. O MP segue apurando a situação.
Em outra investigação, em dezembro, o órgão denunciou Duilio pelo crime de apropriação indébita no uso do cartão de crédito do clube. O mesmo procedimento já havia ocorrido com o ex-presidente Andrés Sanchez.
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