Senegal é finalista da Copa Africana das Nações. Nesta quarta-feira, 14/1, no Grande Estádio de Tânger, em Marrocos (país sede desta edição de 2026), venceu o Egito por 1 a 0, golaço de fora da área de Sadio Mané aos 32 minutos do segundo tempo. Resultado justíssimo, pois o Egito fez um jogo medroso. Para se ter ideia, até levar o gol, quando faltavam 13 minutos para o fim, tinha apenas 30% de posse e um chute a gol, contra 11 dos rivais.
Assim, os senegaleses seguem fazendo dos egípcios seus fregueses nos últimos anos. Afinal, na final da Copa Africana de 2021 venceram a seleção egípcia e, nas eliminatórias para a Copa do Catar, o Senegal novamente eliminou o grande rival. Contudo, na história dos confrontos, o Egito ainda leva a melhor: 7 vitórias, 2 empates e 6 derrotas.
Com isso, o Senegal avança para a final. A decisão será no domingo, em Rabat, no Estádio Prince Abdellah, contra o vencedor de Marrocos x Nigéria, que jogarão também nesta quarta-feira. Já o Egito terá de se contentar com a disputa do terceiro lugar, em Casablanca, no Mohammed V. Os senegaleses, que já venceram a competição em 2001, buscarão o bi. Enquanto isso, o Egito, maior campeão com sete conquistas, terá de se contentar com a disputa do terceiro lugar, neste sábado, em Casablanca. Vale lembrar que os egípcios venceram em 1957, 1959, 1986, 1998, 2006, 2008 e 2010.
Primeiro tempo truncado
O primeiro tempo teve o Egito jogando na defesa, enquanto deixava para o Senegal quase todas as ações ofensivas. No entanto, o ataque egípcio estava pouco operante, e isso incluía o seu astro Salah, pois a defesa dos Faraós mostrava imposição. Além disso, mesmo com praticamente toda a pressão ofensiva dos senegaleses, nenhum grande perigo ocorreu para o lado egípcio, com o time dependendo de chutes sem efeito de fora da área, enquanto o astro da equipe, Mané, distribuía o jogo e não arriscava finalizações a gol. No fim da etapa, Senegal ostentatva 70% de posse e 6 a 0 em finalizações diante do retrancado Egito.
Mas quem teve o que lamentar nesses 45 minutos iniciais, que terminaram sem gol, foi o Senegal. Afinal, viu Koulibaly sair machucado, depois de levar um cartão amarelo, e Diarra também receber um cartão. Consequentemente, esses dois titulares e peças-chave dos senegaleses estão fora da final. Vale citar que, para o lugar de Koulibaly, entrou Mamadou Sarr, francês de 20 anos que pertence ao Chelsea e está emprestado ao Strasbourg, e que, portanto, conseguiu dupla nacionalidade e fez sua estreia na seleção senegalesa. Mandou bem.
Mané marca e Senegal está na final
Nada mudou. Egito focado na defesa, Senegal sem conseguir infiltrações na área e um jogo até sonolento para uma semifinal entre seleções de nível e que estarão na Copa do Mundo de 2026. Mas, de tanto tentar, o Senegal conseguiu furar a retranca aos 32 minutos. Após longa troca de passes, a bola chegou até Mané, que, de fora da área, pela esquerda, acertou uma bomba que o goleiro El-Shenawy não pegou. Apenas depois de levar o gol, o Egito buscou o ataque, mas tarde demais e apenas com um chute na direção certa, de Marmoush, já nos acréscimos. Vitória justíssima e Senegal na final pela terceira vez nas últimas quatro edições (além do titulo de 2021 foi vice em 2019).
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