O técnico Juan Pablo Vojvoda gostou da atuação do Santos, apesar da derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, pela segunda rodada do Paulistão 2026. O técnico argentino classificou a postura do time como “boa” e negou que o gol sofrido tenha sido fruto de um erro tático.
“Enfrentamos um clássico, um adversário bom, em seu campo, em seu gramado. Quanto a dados ou estatísticas de jogo, o time criou finalizações. Teve boa postura quanto à posse de bola, defendeu bem. O gol que sofremos não acho que foi um erro tático. Foi um bate-rebate e ficou uma bola para eles, que define o jogo. O time terminou o jogo com dois chutes bons. Uma postura boa do Santos”, iniciou o técnico.
Apesar da avaliação positiva, Vojvoda demonstrou frustração com o resultado. O técnico ainda lamentou as chances desperdiçadas pela equipe e afirmou que o desafio é manter o padrão de jogo, embora com uma maior eficácia.
“Tivemos minutos em que não encontramos fluidez, mas foram bons. Temos que somar mais minutos assim para ter mais posse e chances de gol. É um aspecto para trabalhar. (…) Sem analisar os dados, o time jogou bem. Porque o outro time também joga. Tenho que analisar com mais detalhes, acho que tivemos mais finalizações. Concordo que o rival teve menos finalizações, mas ganhou o jogo. Eles têm seis pontos, e nós, três. Aí mora a dor do treinador, do vestiário, de todos. É um jogo que precisamos somar pontoe e, nesse caso, não somamos”.
Vojvoda explicou escolhas para o time do Santos
Na mesma entrevista, o técnico explicou algumas decisões que tomou durante a partida. Em especial, a ausência de Gabigol entre os titulares. O treinador afirmou que o centroavante não foi titular para administrar minutos, e foi enfático ao afirmar que não deseja perder o jogador por lesão.
“Gabigol é muito importante para nós. Estou conhecendo ele, temos que administrar os minutos também. Ele jogou 90 minutos com temperatura muito alta (na estreia do Paulistão, diante do Novorizontino). Eu quero o Gabriel sempre no meu time. Não quero perder ele por tomar riscos. Ele vai estar no próximo jogo e isso é importante também. Precisamos de gols e ele pode dar os gols que o Santos precisa”.
Por fim, o treinador também explicou a saída de Benjamin Rollheiser na segunda etapa. O argentino não escondeu a insatisfação com a opção do técnico e reclamou no banco de reservas. Vojvoda, no entanto, botou panos quentes na situação e afirmou que apenas buscou uma alternativa “mais fresca” no jogo.
“Decisão minha. Ele estava fazendo uma boa partida, mas os minutos começam a passar e quero encontrar outra coisa. Geralmente, as mudanças são da metade para frente. Eu queria algo similar a ele, queria mais frescor. Optei por fazer três mudanças. Miguelito é parecido com Rollheiser. Ele (Rollheiser) fez boa partida, teve participação no jogo. Mas tenho que tomar decisões em tempo curto”, concluiu o argentino.
O Santos volta a campo no domingo (18), às 20h30 (de Brasília), para enfrentar o Guarani em Campinas, no Brinco de Ouro da Princesa, pela segunda rodada o Paulistão.
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