Senegal é bicampeão africano ao vencer Marrocos em jogo polêmico

Senegal é bicampeão africano ao vencer Marrocos em jogo polêmico
Senegal é bicampeão africano ao vencer Marrocos em jogo polêmico -

Senegal é bicampeão africano após um jogo com roteiro dramático contra Marrocos, que poderia ter terminado de forma polêmica. Neste domingo, 18/1, no estádio Prince Moulay Abdellah, em Rabat, a seleção senegalesa calou a imensa torcida dos anfitriões ao vencer por 1 a 0, com gol de Pape Gueye aos quatro minutos do primeiro tempo da prorrogação. No entanto, a final poderia ter terminado de maneira bem diferente devido a um lance de extrema polêmica. Nos acréscimos do segundo tempo, durante um empurra-empurra dentro da área, Brahim Diaz, camisa 10 e um dos astros de Marrocos, aproveitou para cavar um pênalti após um contato normal com Diouf. Embora o Senegal tenha chegado a sair de campo em protesto, retornou logo depois.

Brahim Diaz foi para a cobrança.Mas chutou fraco, displicente, na mão do goleiro Mendy que nem se esforçou para defender. Assim, o jogo nem teve saída de bola, seguiu diretamente para a prorrogação. Dessa forma, fica a sensação: será que o astro do Real Madrid, naquela cobrança, tentou compensar por não ter sido marcado o pênalti, ou apenas cobrou de forma irresponsável?

Assim, com a conquista, o Senegal se coloca como a maior potência do continente. Afinal, esteve presente em três das últimas quatro finais. Perdeu em 2019, mas venceu em 2021 e agora em 2026. O Marrocos, por sua vez, tentava quebrar um jejum de 50 anos, já que venceu o torneio pela primeira e única vez em 1976.

Bono, um paredão

O jogo começou a mil por hora. Logo nos primeiros dez minutos, o Senegal teve duas chances claras de gol. A primeira foi quando Pape Gueye cabeceou à queima-roupa, e o goleiro Bono teve muito reflexo para salvar. Em seguida, após o escanteio e uma confusão na área, a bola sobrou para Nicolas Jackson, que acabou sendo bloqueado na hora da finalização. Por sua vez, o Marrocos poderia ter aberto o placar quando Ezzalzouli recebeu bem posicionado, avançou pela esquerda e cruzou, mas a zaga rechaçou.

A decisão seguiu lá e cá, com muita velocidade e inúmeros cruzamentos. Ainda assim, a grande oportunidade foi senegalesa: Ndiaye recebeu em lançamento e entrou livre na área pela direita. Chutou cruzado, e Bono, que saiu para fechar o ângulo, salvou com o pé, em uma defesa fantástica. O jogo parou por cinco minutos para o atendimento de El Aynaoui, que sofreu um corte no supercílio após um choque, mas permaneceu em campo. No entanto, esta parada fez o jogo quente esfriar um pouco, dando a impressão de que as seleções estavam mais interessadas na prorrogação.

Pênalti polêmico para Marrocos nos acréscimos

Na etapa final, Marrocos mostrou-se bem mais objetivo no ataque e criou a melhor chance até então do jogo. Aos 12 minutos, El Khannouss, que até então estava apagado, fez uma grande jogada pela direita, realizando um cruzamento rasteiro para a entrada de El Kaabi. Ele chegou na frente da marcação e, apesar do goleiro Mendy dificultar, chutou para fora. Dessa forma, a torcida seguiu apreensiva.

Contudo, nos acréscimos, houve um lance muito polêmico. Em uma cobrança de escanteio, houve empurra-empurra e agarrões na área. Nesse momento, Brahim Diaz, no contato com Diouf, caiu. O VAR analisou a jogada e considerou que o lance, embora comum e aparentemente cavado, configurava pênalti, para desespero dos senegaleses. O treinador Pape Thiaw pediu para seus jogadores saírem de campo, e alguns forampara o vestiário.Mas Sadio mané chamou otimee pediu para continuarem no jogo, mesmo irritados com o lance.

Brahim Díaz “atrasa” para o goleiro. Queria isso?

Após muita discussão, os senegaleses voltaram. Brahim Diaz, que havia cavado o lance, foi escolher a cobrança da penalidade. No entanto, acabou chutando praticamente na mão do goleiro. A sensação era de que ele queria perder a penalidade para que a decisão não fosse definida em um possível erro. Enquanto isso, a torcida se calou, e o jogo seguiu para a prorrogação.

Senegal na frente na prorrogação. Bicampeão!

Na prorrogação, Marrocos ainda estava assimilando a situação quando Senegal saiu na frente. Gana Gueye lançou Pape Gueye pela esquerda, e, ao avançar, assim que teve um espaço, mandou uma bomba. Desta vez, Bono não conseguiu evitar: senegaleses 1 a 0.

Brahim Diaz, que estava em campo mas pressionado, chegou a ter uma finalização, mas acabou substituído, sob vaias, para a entrada de Akhomach. Senegal se fechou e, a partir daí, suportou a pressão total dos marroquinos, que chegaram a mandar uma bola na trave com Aguerd.   Ainda assim, houve contra-ataques para matar o jogo. Um deles foi o gol mais perdido dos últimos anos: Cherif, livre na área, chutou para defesa parcial de Bono. Na sobra, com o gol vazio, Cherif bateu e… Bono conseguiu atrapalhá-lo. O senegalês conseguiu chutar para fora. O jogo estava insano. Mas sem mudança no placar. Senegal bicampeão

Senegal 1×0 Marrocos

Final da Copa Africana de Nações
Data: 18/1/2026
Local: Estádio Prince Abdellah, Rabat (MAR)
Gols: Pepe Gueye, 4’/2ºT da prorrogação (1-0)
SENEGAL: Mendy; Antoni Mendy (Seck, 31’/2ºT), Mamadou Sarr, Niakhate e Diouf (Jakobs, Intervalo da prorrogação); Lamine Camara (Ismaila Sarr, 31’/2ºT), Gana Gueye e Pape Gyueye; Ndiaye (Mbaye, 31’/2ºT), Nicolas Jackson (Cherif Ndiaye, 45’/2ºT) e Mané. Técnico: Pepe Thiaw
MARROCOS: Bono; Hakimi, Aguerd, Masina (El Yamicq, 44’/2ºT) e Mazraoui (Akhomach, 8’/1ºt da prorrogação); El Anaoui; El Khannouss (Targhaline, 35’/2ºT) e Saibari (Salah-Eddine, 45’/2ºT); Brahim Díaz (Akhomach, 8’/1ºt da prorrogação), El Kaabi (En-Nesyri, 35’/2ºT)  e Ezzalzouli. Técnico: Walid Regragui
Árbitro: Jean -Jacques Ndala (COD)*
Auxiliares: Guylain Bongele (COD) e Gradel Mblizi (COD)
VAR: Pierre Atcho (GAN)
(*)República Democratica do Congo, para diferenciar da República do Congo (CON)
Cartões amarelos: Lamine Camara, Diouf, Mendy, Mamadou Sarr (SEN)

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