Estreante pelo Botafogo, Anselmi sonha com duelo contra guru

Estreante pelo Botafogo, Anselmi sonha com duelo contra guru
Estreante pelo Botafogo, Anselmi sonha com duelo contra guru -

Carlos Gardel e Gauchito Gil são as duas figuras que habitam o imaginário popular dos argentinos. Na casa de Martín Anselmi, no entanto, há uma outra imagem que resplandece pelos cômodos: a de Marcelo Bielsa, o guru do técnico que estreia nesta quarta-feira (21), às 19h, pelo Botafogo, contra o Volta Redonda, no Estádio Nilton Santos, pela rodada 3 desta edição do Campeonato Carioca. Em 2012, aliás, o treinador alvinegro vendeu a moto para comprar uma passagem para Madri. O motivo da viagem? Acompanhar El Loco, na época no Athletic Bilbao, contra o Barcelona de Pep Guardiola, na final da Copa do Rei, no Estádio Vicente Calderón.

Passados 14 anos, Anselmi estudou os métodos do conterrâneo, bebeu nas principais ideias do mentor, observou a execução dos métodos, formou-se como treinador, conquistou títulos, trabalhou em quatro países diferentes, despertou o interesse dos europeus e, agora, no Mais Tradicional, está ainda mais “bielsista”. A prova disso é que, questionado pela equipe de reportagem do Jogada10, na terça-feira (20), no Colosso do Subúrbio, revelou um sonho guardado a sete chaves: o de mostrar tudo aquilo que aprendeu ao grande mestre, hoje à frente da seleção uruguaia.

“Como treinador e companheiro de profissão, gostaria de enfrentá-lo. Gostaria que competíssemos algum dia”, resumiu, ao J10, o jovem comandante de 40 anos, três décadas mais novo do que a fonte de inspiração.

Idolatria desde pequeno

A devoção de Anselmi não se esgota, contudo, em esquemas táticos, filosofia de jogo ou nos movimentos dentro das quatro linhas. Há um valor afetivo nesta trama. Afinal, ambos são de Rosário, cidade natal de muita gente importante, como Messi, Fito Páez, Che Guevara, Juan Carlos Baglietto, Litto Nebbia e Roberto Fontanarrosa. Por ali, o atual técnico do Botafogo cresceu vendo Bielsa tornar-se uma lenda no Newell’s Old Boys. El Loco batiza, inclusive, o estádio do clube, em pleno Parque Independência, pulmão da capital da província de Santa Fé.

“Vi, de perto, o Newell’s de Bielsa, bicampeão argentino (1990-91 e 1992) e vice-campeão da América. Tinha os meus seis, sete anos. Não escondo de ninguém que sou torcedor. Aquela equipe marcou muito a minha infância. Admiro, então, tudo que ele representa para o futebol. Mas também o que simboliza fora do esporte. Os valores que transmite carrego para a vida”, emendou o treinador rosarino do Botafogo.

Os deuses do futebol ainda moverão as palhas para promover este encontro. Antes, porém, Anselmi tem a missão de tornar o Botafogo à imagem de Marcelo Bielsa: um time arrojado, corajoso e protagonista com a bola nos pés. O técnico alvinegro sabe que não há melhor forma de defender este legado do que competir em todas as frentes possíveis.

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