O futebol sul-americano amanheceu nesta segunda-feira (26) celebrando um marco institucional. Isso porque o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, completa exatos 10 anos à frente da entidade. Portanto, a data simboliza uma década de uma gestão que assumiu em meio à crise de credibilidade de 2016 e, hoje, entrega uma confederação com solvência patrimonial e recordes financeiros. Assim sendo, o dirigente consolidou uma transformação baseada em governança e transparência, reposicionando o futebol do continente no cenário global.
Credibilidade e recuperação financeira
Logo de cara, um dos pilares dessa década foi a “limpeza” da casa. Vale destacar que a Conmebol se tornou a única confederação de futebol do mundo a obter as certificações ISO 37001 (antissuborno) e 37301 (compliance). Consequentemente, essa política de regras claras permitiu um feito inédito: a recuperação de mais de US$ 130 milhões (cerca de R$ 750 milhões) no âmbito do escândalo “FIFA Gate”. Além disso, esse montante recuperado foi totalmente reinvestido, financiando projetos como o Complexo SUMA, focado na formação integral de jovens.
Explosão nas premiações e inovação
Por outro lado, o reflexo mais visível para os clubes e torcedores está no bolso. Visto que a credibilidade atraiu novos parceiros, a Conmebol elevou o patamar de suas competições. Para se ter uma ideia, os prêmios distribuídos saltaram de forma impressionante: houve um aumento de 442% entre 2015 e 2025. Atualmente, a previsão para 2025 é distribuir mais de US$ 2,2 bilhões (quase R$ 13 bilhões) em prêmios e participação em torneios de clubes.
Simultaneamente, a inovação esportiva também marcou o período. Desde 2017, a entidade foi pioneira na implementação do VAR e, em seguida, instituiu as Finais Únicas a partir de 2019, gerando recordes de audiência e melhorando a experiência do fã.
Protagonismo mundial e legado social
Não apenas nos cofres, mas o sucesso também veio em campo. Durante essa gestão, a América do Sul reafirmou sua força com o título mundial da Argentina em 2022 e diversas conquistas nas categorias de base e futsal. Ainda, o trabalho culminou na confirmação do retorno da Copa do Mundo ao continente em 2030, celebrando o centenário do torneio. A versão feminina do torneio também voltando ao continente tendo o Brasil como sede em 2027.
Finalmente, o olhar social ganhou força. Nesse contexto, o futebol feminino registrou um crescimento de 198% em investimentos entre 2018 e 2024, além de iniciativas robustas contra o racismo e a discriminação.
Confira abaixo os principais títulos mundiais da gestão (2016-2026):
| Torneio | Campeão / Ano |
|---|---|
| Copa do Mundo da FIFA | Argentina (2022) |
| Mundial Sub-20 | Uruguai (2023) |
| Mundial Sub-17 | Brasil (2019) |
| Mundial de Futsal | Argentina (2016), Brasil (2024) |
| Mundial de Futebol de Areia | Brasil (2017, 2024, 2025) |
| Mundial de Futsal Feminino | Brasil (2025) |
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