Um Clássico Vovô que virou um bom remédio para a insônia. Já classificado para as quartas de final do Campeonato Carioca, o Botafogo preservou os principais jogadores e perdeu para o Fluminense por 1 a 0, neste domingo (1), no Estádio Nilton Santos, pela rodada 5 do Estadual. Confira, na sequência, como a Coluna do Léo Pereira avaliou o desempenho dos alvinegros durante o cotejo de pré-temporada.
AS NOTAS DOS JOGADORES DO BOTAFOGO
LINCK – Até levar o gol, no qual não teve culpa, respondeu bem quando exigido. Defesa extraordinária quando Acosta saiu cara a cara com ele. Depois, porém, quase entrega o ouro ao bandido – NOTA: 6,5
PONTE – Alto, rechaçou alguns cruzamentos do Fluminense. Soube realizar a famosíssima “falta tática” e esteve mais atento dentro das quatro linhas. Curtiu uma de atacante do Botafogo, mas não conseguiu finalizar na bola que sobrou para ele – NOTA: 6,0
BASTOS – Um ano fora. A falta de ritmo, óbvio, apareceu durante os 90 minutos. Vendido em alguns lances. Em um deles, por exemplo, não conseguiu perceber a movimentação de JK no 0-1. Um pouco pesado. Que retome rápido o bom futebol de 2024 – NOTA: 5,0
MARÇAL – Correto na proteção e nos lançamentos. Desde 2025, é mais zagueiro do que lateral. Não foi ludibriado pelo ataque do Tricolor. O mais regular do trio de defesa – NOTA: 6,5
KADU – Ajudou a recompor na defesa do Botafogo e não deixou Ponte tão exposto na defesa, travando um bom duelo contra Arana. No ataque, tímido. Apenas coadjuvante. Saiu, assim, no segundo tempo, para a entrada de Vitinho – NOTA: 6,0
ALLAN – Sem a mesma intensidade de quinta-feira. Parecia estar guardando as energias para o Brasileirão. Chegou atrasado, nos botes, algumas vezes. Deixou o time, na etapa final, para a entrada de Danilo – NOTA: 5,5
BARRERA – Voluntarioso, ajudou Allan a fechar o meio de campo e foi mais efetivo na marcação do que na criação. Errou um corta-luz, alguns passes na frente e chutou mal. Parece ainda muito cru – NOTA: 5,0
NATHAN – Correu, mas pegou pouco na bola durante o primeiro tempo. Como lateral-esquerdo, teve a carteira batida em lance que quase complicou a vida do Mais Tradicional. Não teve uma boa recomposição no clássico. Cedeu, no segundo tempo, a vaga para Telles – NOTA: 4,5
MARTINS – Soltinho com Anselmi. Confiante, driblou, arrumou espaços e gerou incômodo à defesa rival. Pressionou muito a saída de bola dos defensores do ex-time. Quando saiu Kadir, virou o falso 9 da era Anselmi. Tentou jogar de costas, mas não obteve o sucesso dos embates anteriores pelo desgaste físico – NOTA: 6,5
ARTUR – Outro que subiu para estressar a saída da retaguarda do Nense. Sem a bola, o Bebê Reborn infiltrou-se na área e recebeu uma carga por trás. A arbitragem ignorou o pênalti. Trabalhou mais por dentro, mas não arrumou nada relevante. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Montoro – NOTA: 5,5
KADIR – Bem na parede. Saiu da área para buscar o jogo. Deu o chute mais perigoso dos 45 minutos iniciais, apesar da dificuldade e da falta de entrosamento com Artur e Martins. Saiu, no segundo tempo, por ordem tática, para a entrada de Santi – NOTA: 6,0
VITINHO – Buscou a linha de fundo e apareceu com frequência na área do Fluminense, projetando-se bem no ataque – NOTA: 6,5
DANILO – Desta vez, um pouco mais apagado e burocrático. Não arriscou tantas esticadas – NOTA: 5,5
SANTI – Buscou o jogo, seja chutando de fora da área ou iniciando triangulações por dentro. O problema é que Martins já estava cansado para fazer a parede como deveria. Levou um cartão bobo – NOTA: 6,0
MONTORO – O Monstrinho demonstrou o refino técnico de sempre. Chapelou e meteu uma bola açucarada para a entrada de Vitinho em diagonal. Diferenciado nos poucos minutos em que esteve em campo – NOTA: 7,0
TELLES – Assustou Fábio em cobrança de falta, no último minuto. Ou seja, teve a bola parada como grande trunfo – NOTA: 6,0
TÉCNICO: MARTÍN ANSELMI – Preservou alguns jogadores e colocou a cavalaria somente no segundo tempo. Está certo. A segunda rodada do Brasileirão é muito mais importante do que qualquer clássico do Carioquinha. Precisa, contudo, arrumar alguns desajustes, principalmente atrás. O time também não teve a mesma assertividade da quinta-feira – NOTA: 5,5
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