Novos documentos relacionados ao escândalo sexual liderado por Jeffrey Epstein, tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, ampliaram a lista de celebridades mencionadas nos arquivos. Entre os nomes citados está o do ex-jogador francês Franck Ribéry.
Segundo o material divulgado, Ribéry aparece referenciado seis vezes em relatos atribuídos a terceiros. Em uma das declarações, uma mulher afirma que o ex-atacante teria ido até sua residência e tentado agredi-la, episódio que, ainda conforme o relato, terminou com a intervenção de agentes policiais.
Apesar das menções, até agora, nenhuma autoridade judicial abriu investigação ou processo contra Ribéry com base nessas acusações. Ainda assim, a repercussão do caso levou a defesa do ex-jogador a se posicionar publicamente.
Em publicação feita na rede social X, o advogado Carlo Alberto Brusa, aliás, classificou as informações como falsas e afirmou que tomará providências legais.
“Isso é fake news! Amanhã (terça-feira), na minha qualidade de advogado do Sr. Ribéry, tomarei medidas e tomarei todos os procedimentos legais necessários para punir os responsáveis por essas fake news, que são um ataque à dignidade do meu cliente e da sua família”, escreveu Brusa no X (antigo Twitter).
Ribéry, hoje com 42 anos, encerrou a carreira em 2022 após se destacar por clubes como Bayern de Munique, Fiorentina e Olympique de Marselha, além de defender a seleção francesa.
O que é o Caso Epstein?
O caso Jeffrey Epstein envolve o financista americano, acusado de comandar um esquema de exploração e tráfico sexual de menores por anos, com ramificações internacionais. Epstein foi preso em julho de 2019 por acusações federais, mas morreu dentro da prisão um mês depois, antes de ir a julgamento. A morte foi oficialmente classificada como suicídio.
As investigações revelaram, portanto, que ele usava sua fortuna, propriedades de luxo e um jato particular para recrutar vítimas, com apoio de sua associada Ghislaine Maxwell, condenada por ajudar no aliciamento das jovens.
Documentos e depoimentos do processo citam, aliás, diversas figuras públicas que tiveram contato social com Epstein. Entre elas o presidente americano Donald Trump, o ex-presidente Bill Clinton e o príncipe Andrew, que foi expulso da realeza britânica após o escândalo surgir. O nome de Trump, inclusive, é citado mais de 5.300 vezes nos arquivos já tornados públicos.
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