A torcida organizada do Athletico, Os Fanáticos, realizou nesta sexta-feira (13) um protesto após a morte do torcedor Leandro Souza. O jovem, de 23 anos, morreu quando retornava da Arena da Baixada, após a vitória contra o Santos, durante uma abordagem da Polícia Militar no bairro Boqueirão, na zona sul da capital paranaense.
Leandro estava com um grupo de torcedores que voltava do estádio e desembarcou no Terminal do Carmo, a nove quilômetros da Arena. O grupo seguiu a pé pelo bairro, ondec cada um seguiria para sua casa, sob escolta da Polícia Militar. Porém, um confronto se iniciou após a chegada da Rotam, Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas.
De acordo com testemunhas, Leandro tentou fugir da abodagem policial e pulou o muro de uma residência. De acordo com a PM, o torcedor estava armado e entrou em confronto com os policiais, sendo alvejado no local.
Entretanto, testemunhas e outros torcedores do Athletico contestaram a versão, alegando que Leandro não estava armado. Em nota publicada nas redes sociais, a Torcida Os Fanáticos afirmou que o torcedor buscava abrigo após uma ação policial e morreu de forma trágica e desproporcional.
Protesto na Arena
Nesta sexta, os torcedores realizaram um protesto nos arredores da Arena da Baixada, e queimaram pneus, fechando um cruzamento. A mãe de Leandro, Vanessa Silva Candinho, estava no local e, em conversa com a imprensa, lamentou a morte do filho.
“O Leandro era um menino que levantava às 5h, saía às 7h para trabalhar e chegava às 20h. Não era de maldade, era trabalhador, de coração limpo. Eles mataram o meu menino. A nossa indignação é isso. Chamam torcida de vândalo, vagabundo, mas hoje a torcida foi meu socorro. Como mãe, estão sendo meu socorro hoje, nesse dia. Eu confiava muito na polícia, hoje em dia eu não confio mais. Eu sei o filho que eu tinha em casa, eu sei o que eu tenho dentro de casa”, relatou.
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