O Flamengo demitiu o técnico Filipe Luís na madrugada desta terça-feira (3) e surpreendeu todo mundo. A demissão ocorreu após a goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, nesta segunda (2), no Maracanã, pelo jogo de volta da semifinal do Carioca. Afinal, desde dezembro já existia um desgaste, apesar da temporada vitoriosa no ano passado. Mas como a relação foi do céu ao inferno? O Jogada10 explica.
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O início do desgaste da relação entre Filipe Luís e Flamengo
Tudo começou no processo de renovação do contrato. Afinal, as conversas se arrastaram por meses, o que gerou insatisfação, principalmente, do lado da diretoria do Flamengo. As partes, enfim, chegaram a um acordo no dia 29 de dezembro. Contudo, em certo momento, o presidente Luiz Eduardo Baptista quase encerrou a negociação sem um final feliz, mas as partes conseguiram entrar em um consenso.
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Durante o processo de renovação, Filipe Luís se sentiu exposto com vazamentos de informações. Por outro lado, a diretoria do Flamengo se mostrou insatisfeito com a postura do treinador e esperavam que ele tivesse cedido mais na parte financeira. Dessa forma, o presidente Bap chegou a procurar outros treinadores em meio a indefinição do futuro, como o português Leonardo Jardim, antigo alvo do clube.
Desentendimento com a volta do elenco principal em 2026
No início do ano, houve mais um desentendimento entre o treinador e a cúpula rubro-negra. Depois de um início ruim no Carioca com o time sub-20, o Flamengo precisou acelerar o retorno do elenco principal no Carioca, algo que não estava nos planos de Filipe Luís. Dessa forma, a decisão do presidente Bap gerou incomodo, já que interferiu diretamente no trabalho do técnico.
Bap ordenou o retorno dos principais jogadores no clássico contra o Vasco, em 21 de janeiro. A decisão antecipou a volta em uma semana. O Flamengo, lógico, sentiu fisicamente nos jogos mais decisivos, já que iniciou a pré-temporada mais tarde do que a maioria e seus principais jogadores estavam longe da condição física ideal.
Vices na Supercopa do Brasil e Recopa aumentam pressão
O desempenho ruim, mesmo com o time principal, incomodou a cúpula rubro-negra. A diretoria entendia que investiu alto para manter o elenco e ainda se reforçou com o meia Lucas Paquetá, que custou 42 milhões de euros (R$ 260 milhões). Dessa forma, a oscilação aumentou a pressão, tanto dentro de campo quanto fora, seja internamente ou na arquibancada.
O estopim foi o vice diante do Lanús, da Argentina, na Recopa Sul-Americana. Após perder o jogo de ida por 1 a 0, o Flamengo voltou a perder por 3 a 2, em pleno Maracanã, sofrendo a virada na prorrogação. Antes, o Rubro-Negro já tinha perdido o título da Supercopa do Brasil diante do Corinthians. Portanto, havia dúvidas sobre em que condição o time disputaria a final do Carioca.
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