O primeiro período de contratações de 2026 prometia desafios árduos para o Vasco. Isso porque a diretoria precisaria promover uma qualificação no elenco e reduzir o custo mensal com o pagamento de salários. Após o término do prazo inicial para contratações internacionais, a avaliação é de que o Cruz-Maltino cumpriu as exigências que estabeleceu em seu planejamento. Além das seis aquisições para o elenco, houve uma diminuição dos gastos com os vencimentos dos atletas por mês.
De acordo com os cálculos, com a transição da temporada anterior para atual, as despesas no fim de 2025 caíram de R$ 17,5 milhões para cerca de R$ 15 milhões com as 19 saídas do elenco. O movimento é importante, pois o clube de São Januário iniciou a fase de recuperação judicial. Além disso, permitiu uma economia no orçamento, mas o valor disponível para realizar as últimas contratações da janela continua sendo curto.
Com relação à procura por reforços na janela doméstica que termina no dia 27 de março, a prioridade do Cruz-Maltino continua sendo um volante com condições de ser titular. Inclusive, somente modelos de negócio específicos cumprem as exigências que o Vasco impôs em novo momento de observação do mercado. Estas possibilidades envolvem realizar as contratações de jogadores que estejam em reta final ou já sem contrato.
Possível aposta em modelo de sucesso
Aliás, outras alternativas que já renderam negociações que se mostraram acertadas também integram esse cenário. Empréstimos possivelmente com as adições de opções ou prioridade de compra são exemplos dessa situação. O atacante Andrés Gómez, principal destaque da equipe e que atualmente é ativo do Cruz-Maltino, chegou ao elenco através de um destes modelo de negócio.
O clube de São Januário já realizou contratações que lhe obrigaram a desembolsar altas quantias, como ocorreu nas compras do próprio Andrés Gómez, Brenner, Hinestroza, Saldivia, Spinelli e o empréstimo de Cuiabano. Assim, o entendimento do clube é que há poucas chances de enviar uma nova proposta com grandes quantias, pois já teve essa postura anteriormente na janela.
O Gigante da Colina não procura uma contratação para compor elenco e, sim, que tenha condições de assumir a vaga entre os 11 iniciais. O perfil ideal de contratação é que seja um jogador que se encaixe na atual condição financeira do clube. Afinal, o planejamento do clube é guardar parte dessa quantia que sobrou da primeira janela e somá-lo com o orçamento do segundo período de contratações. Afinal, a análise do clube é que este momento posterior na temporada reserva as melhores oportunidades de mercado, especialmente na Europa. A propósito, o Vasco não pretende monitorar candidatos a reforços para outras posições.
Saídas do Vasco
– Allan Victor: fim de contrato
– Estrella: Empréstimo para o CRB
– Garré: Empréstimo para o Aris Saloniki, da Grécia
– GB: Empréstimo para o Fortaleza
– Jean David: Rescisão de contrato
– Juan Sforza: Empréstimo para o Talleres, da Argentina
– Leandrinho: Venda para o Al-Sharjah, dos Emirados Árabes
– Lucas Oliveira: Rescisão de contrato
– Lyncon: Empréstimo para o CRB
– Mauricio Lemos: Término de contrato
– Maxime Domínguez: Venda para o KS Cracóvia, da Polônia
– Paulinho: Venda para o Fortaleza
– Paulinho Paula: Término de contrato
– Philippe Coutinho: Rescisão de contrato
– Ray Breno: Empréstimo para o Juventude
– Rayan: Venda para o Bournemouth, da Inglaterra
– Riquelme: Empréstimo para o Panserraikos, da Grécia
– Vegetti: Venda ao Cerro Porteño, do Paraguai
– Victor Luís: Rescisão de contrato
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