CBF inicia profissionalização, e árbitros podem receber até R$ 22 mil por mês; veja valores

CBF inicia profissionalização, e árbitros podem receber até R$ 22 mil por mês; veja valores
CBF inicia profissionalização, e árbitros podem receber até R$ 22 mil por mês; veja valores -

A Confederação Brasileira de Futebol deu o primeiro passo prático para profissionalizar a arbitragem brasileira. Na sexta-feira (6), a CBF enviou contratos para 72 árbitros, assistentes e operadores de VAR que passam a integrar o Programa de Arbitragem Profissional (PRO) na temporada de 2026. Os profissionais já começam a receber salário fixo a partir de março.

A mudança altera a dinâmica de pagamentos ao longo do Campeonato Brasileiro Série A, que se mantém no modelo atual até a quinta rodada da competição. A partir da sexta rodada, entra em vigor a remuneração variável conforme o número de partidas em que cada árbitro atuar — com depósitos programados para até o décimo dia útil de cada mês.

Para sustentar esse modelo, a CBF criou o Fundo Anual de Desenvolvimento da Arbitragem. As taxas e arbitragem pagas pelos clubes em cada partida continuam existindo, mas deixam de ser repassadas diretamente aos profissionais escalados. Ou seja, as equipes passam a transferir os valores mensalmente à entidade, que centralizará os recursos e repassará aos árbitros.

Além de custear os contratos dos profissionais, o fundo também financiará ações voltadas à formação e ao desenvolvimento da arbitragem no país. A estrutura faz parte de um plano mais amplo que busca dar previsibilidade financeira e ampliar as condições de trabalho da categoria.

Desejo e sonho antigo

Os profissionais contratados atuarão como pessoa jurídica. Pela natureza desse vínculo, a entidade não pode exigir dedicação exclusiva, mas estabelece prioridade para a atividade de arbitragem. O sistema criado combina salário fixo, pagamento por partidas — já existente atualmente — e bônus por desempenho.

Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra destacou o significado da iniciativa para o ambiente da arbitragem.

“A profissionalização é algo que todas as gerações da arbitragem de futebol desejavam e sonhavam. Para nós na comissão e em todo o departamento de arbitragem da CBF, é a realização de um sonho. […] Não somente viver para a arbitragem como todos fizeram até a presente data, mas fazer dela o seu principal sustento, ter previsibilidade de recebimentos, estabilidade e muito mais condições de aprimoramento e evolução”, disse.

E os valores?

Os repasses variam conforme a categoria. Por exemplo, árbitros centrais do quadro FIFA terão salário fixo de R$ 22 mil mensais (taxa de R$ 5,5 mil por jogo). Já os árbitros do quadro nacional da CBF receberão R$ 16 mil por mês e R$ 4 mil por partida.

Entre assistentes e VAR, integrantes do quadro FIFA receberão R$ 13,2 mil mensais e taxa de R$ 3,3 mil por jogo. Os profissionais do quadro CBF ganharão salário fixo de R$ 10 mil, com taxa de R$ 2,5 mil por partida.

A escolha dos 72 nomes seguiu três critérios definidos pela entidade: pertencimento ao quadro FIFA ou da CBF, número de escalas na Série A nas temporadas 2024 e 2025 e média de avaliação de desempenho nesses campeonatos.

Dentro desse planejamento, a Confederação calcula investir R$ 195 milhões na arbitragem no biênio 2026-2027. Parte desse orçamento inclui R$ 25 milhões reservados para a implementação da tecnologia de impedimento semiautomático nas partidas do Campeonato Brasileiro Série A e da Copa do Brasil, em contrato de dois anos.

O projeto nasceu após estudos de modelos utilizados em ligas da Alemanha, Inglaterra, Espanha e também do México. A partir dos moldes, a CBF criou um grupo de trabalho em novembro de 2025 o para discutir o formato. Ao todo, 38 clubes das Séries A e B participaram do processo, embora 15 da elite e nove da segunda divisão tenham respondido ao formulário enviado pela entidade.

Seminário Técnico da CBF

Junto aos contratos, a entidade também enviou aos árbitros a programação do primeiro Seminário Técnico da temporada. O encontro ocorrerá entre 31 de março e 3 de abril na Granja Comary e reunirá treinamentos físicos e técnicos, avaliações, padronização de critérios de arbitragem e capacitação em novas ferramentas tecnológicas e metodológicas.

Árbitros profissionais selecionados

A lista dos 20 árbitros profissionais inclui: Alex Stefano, Anderson Daronco, Bráulio Machado e Bruno Arleu. Juntam-se a eles Davi Lacerda, Edina Batista, Felipe Lima, Flávio Souza, Jonathan Pinheiro, Lucas Casagrande, Lucas Torezin, Matheus Candançan, Paulo Zanovelli, Rafael Klein, Ramon Abatti Abel, Raphael Claus, Rodrigo Pereira, Savio Sampaio, Wagner Magalhães e Wilton Sampaio.

Lista de assistentes

Entre os 40 assistentes no programa estão nomes como Alessandro Matos (CBF), Alex Ang (FIFA), Alex Dos Santos (CBF) e Alex Tomé (CBF).  Andrey Freitas (CBF), Anne Kesy (FIFA), Brigida Cirilo (FIFA), Bruno Boschilia (FIFA), Bruno Pires (FIFA) e Celso Silva (CBF) também integram a lista.

Cipriano Silva (CBF), Daniela Coutinho (FIFA), Danilo Manis (FIFA), Douglas Pagung (CBF), Eduardo Cruz (CBF), Evandro Lima (CBF), Fabrini Bevilaqua (FIFA), Felipe Alan (CBF), Fernanda Kruger (FIFA), Fernanda Nandrea (FIFA), Francisco Bezerra (CBF), Gizeli Casaril (FIFA), Guilherme Camilo (FIFA), Joverton Lima (CBF), Leila Naiara (FIFA), Leone Rocha (CBF), Luanderson Lima (FIFA), Luiz Regazone (CBF), Maira Mastella (FIFA), Michael Stanislau (CBF), Nailton Junior (FIFA), Neuza Back (FIFA), Rafael Alves (FIFA), Rafael Trombeta (CBF), Rodrigo Correa (FIFA), Schumacher Gomes (CBF), Thiaggo Labes (CBF), Thiago Farinha (CBF), Tiago Diel (CBF) e Victor Imazu (FIFA) completam o quadro.

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