O meio-campista Neil El Aynaoui, da AS Roma, enfrentou uma invasão à própria residência na madrugada desta terça-feira (17), em Castel Fusano, área de Roma. O jogador estava com familiares quando um grupo armado entrou no imóvel, isolou todos em um quarto e realizou o roubo — episódio que integra uma sequência de ocorrências semelhantes envolvendo atletas no futebol italiano.
Composto por cerca de seis homens vestidos de preto, o chegou ao local por volta das 3h. Eles usavam luvas e máscaras, a fim de evitar a identificação, e acessaram a casa após retirarem a grade de uma das janelas da sala.
A entrada silenciosa não impediu a abordagem, e os criminosos surpreenderam o jogador, sua mãe, sua companheira, o irmão e a cunhada enquanto todos dormiam.
A ação e o que foi levado
Após a abordagem, os invasores conduziram a família até um dos quartos e impuseram uma ordem clara: “Vocês têm que ficar calados”. A partir desse momento, o grupo passou a circular pelo imóvel em busca de objetos de valor e manteve o dormitório trancado durante toda ação.
Os assaltantes recolheram joias avaliadas em cerca de 10 mil euros, além de um relógio Rolex e bolsas de grife. A ação, aliás, seguiu um padrão organizado, com movimentação rápida e foco definido nos itens.
Resposta das autoridades
Equipes da Esquadra Móvel chegaram ao local logo após o crime. Coordenada por Roberto Giuseppe Pititto, a ação iniciou, no mesmo instante, a coleta de imagens de câmeras de segurança da região do Infernetto. A polícia mantém a busca pelos envolvidos.
Sabe-se, de acordo com relatos reunidos após o crime, que a invasão não ocorreu de forma improvisada. O uso de balaclavas, luvas e a escolha do acesso à residência reforçam a hipótese de planejamento prévio. Outro ponto que sustenta essa teoria se baseia na recorrência de casos envolvendo jogadores de clubes como AS Roma, Lazio, Juventus e Napoli.
Entre as vítimas mais recentes estão nomes como Matías Vecino, Chris Smalling, Nicola Zalewski, Juan Jesus, David Neres e Douglas Luiz.
Relato do jogador da Roma
Horas depois, Neil El Aynaoui comentou o ocorrido e sua versão sustenta a hipótese das autoridades. O depoimento de sua companheira corrobora com a interpretação e tem auxiliado no andamento das investigações.
“Passamos por momentos de medo. Se alguém precisou ir ao hospital por causa do forte estresse? Não, estamos todos bem. Nos assustamos, mas agora estamos bem”, respondeu à imprensa local.

