Deu a lógica no Allianz Parque. O Botafogo, em uma crise sem precedenteS, perdeu para o Palmeiras por 2 a 1, nesta quarta-feira (18), no Allianz Parque, pela rodada 7 do Campeonato Brasileiro. O Verdão, com um a mais desde o primeiro tempo, só não meteu mais porque seu treinador é pragmático. Veja, então, como a Coluna do Léo Pereira avaliou o desempenho dos alvinegros.
AS NOTAS DOS JOGADORES DO BOTAFOGO
RAUL – Fraco demais e apavorado durante o jogo. Fica rezando para os chutes irem para fora. Facilmente vencido nos gols, inclusive, quando chutavam em cima dele. Espalmou, ao menos, dois disparos dos jogadores do Verde, algo que Linck e Neto não conseguem – NOTA: 4,5
VITINHO – Cedeu espaços em demasia pelo lado direito da defesa do Glorioso. Tomou decisões erradas e subiu pouco à frente – NOTA: 3,5
FERRARESI – Ligado, evitou uma finalização que poderia significar o segundo gol do Palmeiras ainda antes do intervalo. Na etapa final, porém, foi dar um chutão e se embananou todo no 2-0. Um dos culpados pelo Verde aumentar o score. Completamente sem ritmo, não trouxe nenhuma segurança nos 45 minutos finais. Saiu, então, para a entrada de Justino – NOTA: 3,0
BASTOS – Irreconhecível e esgotado desde o primeiro minuto. O Palanca Negra deixou Flaco passar como quis. Abusou dos carrinhos e dos atrasados ao tentar roubar as bolas. Saiu à caça no meio de campo e deixou a defesa desguarnecida no 0-2. Deixou o campo, no segundo tempo, para a entrada de Artur – NOTA: ZERO
TELLES – Participou da única trama de ataque do primeiro tempo. Depois, contudo, além de demonstrar uma preguiça inclassificável para apoiar o ataque, errou tudo o que tentou e ainda viu uma bola passar por debaixo das pernas. Redimiu-se, na etapa final, cortando um centro perigoso do Verde – NOTA: 5,0
MEDINA – Largou Andreas com liberdade no 1-0. Não teve o senso de urgência adequado para acompanhar o volante adversário. Em seguida, matou uma arrancada promissora de Arias com falta. Como era o último homem, foi gentilmente convidado a se retirar do espetáculo. Um desastre – NOTA: ZERO
DANILO – Entregou a bola para o ex-time algumas vezes. Desajeitado, cedia posse ao adversário toda hora. No segundo tempo, porém, chamou a responsabilidade para si, chamou Martins para o “dá e entra” e, aproveitando-se de falha de Freitas, meteu mais um gol no Brasileirão. Trouxe mais dinamismo ao Botafogo – NOTA: 6,5
BARRERA – Ao menos, obrigou o goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras, a se mexer. No decorrer da partida, encaixotado pela marcação adversária, como de praxe. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Villalba – NOTA: 4,5
MONTORO – Enfim, ressurgiu. Acionou Martins em ótima condição de marcar. Mas o companheiro tem alergia ao gol. Chutou uma falta com perigo e progrediu ao ataque com dribles. Esse é o Monstrinho que a torcida quer ver. Aleluia! Só que pode render ainda mais – NOTA: 6,0
MARTINS – Não ganha uma no mano a mano e segue com fobia ao gol. Belo toque de calcanhar, todavia, no gol de Danilo. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Tucu – NOTA: 2,5
JÚNIOR SANTOS – Completamente perdido. Correu, correu e não arrumou nada. Na hora de arrancar, foi desarmado com facilidade na única vez que tocou na bola. Deu pena. Saiu, no intervalo, para a entrada de Santi – NOTA: 1,0
SANTI – Iniciou a jogada do gol do Fogão. Brigou muito, conseguiu alguns desarmes, mas pareceu um pouco afobado em alguns momentos – NOTA: 5,5
VILLALBA – Passou o jogo inteiro tretando com os jogadores adversários – NOTA: 4,0
JUSTINO – Renovou a defesa. Grata surpresa. Efetuou dois cortes providenciais para evitar mais gols do Verde na segunda etapa – NOTA: 6,0
ARTUR – Obrigou Carlos Miguel a defender quando o Botafogo tentou ameaçar o Palmeiras. Depois, voltou ao normal. Atrapalhado com a bola nos pés – NOTA: 4,0
TUCU – A única coisa positiva foi dar um tranco no traidor Freitas. Segue no ritmo de corrida de cágados sob efeito de rivotril – NOTA: 4,5
TÉCNICO: MARTÍN ANSELMI – Surpreendeu na escalação ao sacar Cabral e lançar o trio Medina/Barrera/Montoro. Não adiantou nada, pois ninguém combatia. Meteu o louco ao saber que não tem vida longa do Mais Tradicional. Quarta derrota consecutiva. Não deixará saudade. Só não foi goleado, após a expulsão de Medina, porque o Palmeiras de Abel Braga é um time pragmático e Freitas, para variar, falhou na marcação. As mudanças recuperaram um pouquinho na parte anímica – NOTA: 2,5
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