Em reencontro com o Fluminense, o técnico Renato Gaúcho encontrou dificuldades, mas soube superar e saiu com a vitória heroica do Vasco, no Maracanã, pela sétima rodada do Brasileirão. Depois da partida, o treinador destacou a postura dos jogadores para buscar o resultado positivo e mira seguir em ascensão para chegar na parte de cima na tabela de classificação.
“Os méritos são do grupo. Nós disputamos três jogos. Nove pontos, nós ganhamos sete. Infelizmente, antes, não estou falando mal de ninguém, não, pelo contrário, mas dos quatro jogos, o Vasco ganhou um (ponto). Se tivesse ganho mais dois pontos, hoje estaríamos entre os cinco, seis primeiros colocados. Mas é continuar assim. Falei para eles: a gente precisa ir embora. Buscar os que estão lá na frente”, disse Renato.
“O mais importante de tudo foi que o grupo deu uma volta por cima maravilhosa. Vencemos um grande adversário que conheço bem”, completou Renato.
Análise do jogo
Renato Gaúcho também exaltou o papel da equipe e a mudança da postura no segundo tempo, mesmo após ter sofrido um gol cedo.
“No primeiro tempo, a gente não foi muito bem porque tomamos o gol com menos de um minuto. Isso prejudicou a nossa equipe, alguns jogadores sentiram, é algo normal no futebol. E o Fluminense aproveitou, começou a ganhar espaço. Nosso time ficou muito espaçado, e eles criaram algumas situações de gol”, afirmou Renato, que completou.
“Depois do intervalo, não que faltou espírito no primeiro tempo, mas o time ficou mais junto, com mais confiança para jogar, começou a criar. É difícil virar um jogo desse, não é qualquer equipe, não. O Fluminense vai brigar lá em cima da tabela. Foi bastante emocionante, justamente por isso. Dar os parabéns para o torcedor que veio, incentivou, gritou. E o que podíamos fazer era dar essa vitória. Sabíamos que ia ser difícil, como foi, e da maneira que aconteceu. O grupo está de parabéns, essa noite pelo menos. E, depois, pensar no Grêmio”, afirmou Renato.
O treinador também comentou sobre as vaias para Hugo Moura, que falhou no primeiro gol do Fluminense antes do primeiro minuto de jogo. Além disso, também explicou a troca no intervalo.
“O Hugo foi parecido com a situação do Piton. No momento que voltasse para o segundo tempo poderia ser vaiado e de repente prejudicar os companheiros. Da mesma forma que poupei o Piton diante do Palmeiras, aconteceu com ele. Mas preciso deles todos”, ressaltou.
Outros trechos de Renato:
Importância da vitória: “Não queremos ficar sofrendo, queremos sempre sair na frente e não sofrer tanto. Nem sempre vamos conseguir virar os jogos. Foram três adversários, fizemos sete pontos. Agora tem o Grêmio. Os quatro jogos que estou à frente do Vasco são dificílimos. Mesmo assim estamos caminhando bem”.
Vencer rival é diferente?: “Lei do ex, não. Tenho um carinho muito grande por todos eles, a torcida, o presidente, Mário, me dou super bem com ele, toda diretoria, comissão. Sou um profissional. Da mesma forma que fui bem tratado no Fluminense estou no Vasco. Importante é ter consciência que fiz um belo trabalho lá, como estou fazendo no Vasco. Sou pago para isso, para dar resultado”.
Jogo contra o Grêmio: “Mais uma partida difícil, conheço bem o grupo do Grêmio. Me sinto lisonjeado por ser um dos grandes ídolos da história do clube. Fiz história como jogador e treinador. Estou do outro lado hoje. Sou um profissional, todo mundo sabe o carinho que tenho pelo Grêmio”.
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