Justiça nega liberdade ao goleiro Bruno após descumprimento de regras

Justiça nega liberdade ao goleiro Bruno após descumprimento de regras
Justiça nega liberdade ao goleiro Bruno após descumprimento de regras -

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de liminar da defesa do goleiro Bruno Fernandes para retomar sua liberdade condicional. O juiz Rafael Estrela Nóbrega revogou o benefício porque o jogador viajou para o Acre sem autorização prévia, apenas quatro dias após deixar a prisão. Com a negativa da desembargadora Katya Maria Menezes Monnerat, Bruno continua com mandado de prisão em aberto e deve retornar ao regime fechado imediatamente.

A defesa alega que a regressão direta configura “constrangimento ilegal”, pois entende que o descumprimento das condições não representa falta grave. Por outro lado, a magistrada reforçou que o livramento condicional depende do respeito total às regras judiciais. O ex-atleta do Flamengo viajou ao Norte para assinar com o Vasco-AC, onde chegou a treinar e aparecer no BID antes da nova ordem de prisão.

Bruno recebeu uma condenação de 23 anos e um mês pelo assassinato de Eliza Samudio, com término de pena previsto para 2031. No entanto, a viagem sem aviso prévio violou os termos da soltura e resultou na expedição do mandado. Até o momento, a polícia ainda procura o jogador, que não se apresentou às autoridades competentes e segue sendo considerado foragido.

Defesa tenta evitar regresso de goleiro Bruno ao regime fechado

Os advogados buscam reverter a decisão com o argumento de que a punição é desproporcional à falha cometida. Contudo, o Judiciário fluminense manteve o entendimento de que a conduta do apenado desrespeitou as limitações impostas. Esse imbróglio jurídico trava a carreira profissional do atleta no futebol e gera pressão devido ao histórico do crime.

Enquanto o recurso segue em análise nas instâncias superiores, o mandado de prisão permanece ativo em todo o país. Por isso, a expectativa agora gira em torno de uma possível entrega do jogador para reiniciar o cumprimento da sentença. O desfecho do caso depende dos próximos passos da defesa e da localização do goleiro pelas forças de segurança.

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