A participação do Irã na Copa do Mundo ainda é incerta. Entretanto, uma ausência é quase concreta caso os persas disputem a competição na América do Norte. Afinal, o atacante Sardar Azmoun, um dos principais nomes da seleção asiática, acabou sendo afastado da equipe após um ato considerado desleal pelo governo no país.
Atualmente no Shabab Al-Ahli, dos Emirados Árabes Unidos, Azmoun fez uma postagem em seu Instagram com Mohammed bin Rashid Al Maktoum, governante do emirado de Dubai. A publicação causou revolta nas autoridades iranianas. Afinal, os dois países vivem um período de tensão militar, já que o Irã lançou ataques com mísseis e drones a bases norte-americanas nos Emirados em resposta aos bombardeios que resultaram na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei.
Azmoun apagou a postagem minutos depois, mas a repercussão negativa continuou. Segundo a agência Fars News Agency, ligada à Guarda Revolucionária do país, uma fonte confirmou o afastamento do jogador da seleção. Na TV estatal, o comentarista Mohammad Misashi criticou a atitude do atleta.
“É lamentável que você não tenha discernimento para entender qual comportamento é apropriado em determinado momento”, afirmou Misaghi. “Não devemos suavizar as palavras com esse tipo de pessoa. Deve-se dizer que não é digno de vestir a camisa da seleção. Não temos paciência para esse comportamento infantil. Jogadores da seleção devem cantar o hino com orgulho e merecer representar o Irã”, afirmou.
Histórico polêmico
Não é a primeira vez que Azmoun se envolve em polêmicas junto ao governo iraniano. Antes da Copa de 2022, o jogador fez postagens em apoio às manifestações no país em setembro daquele ano e ficou ameaçado de ficar de fora do Mundial.
Azmoun é um dos principais nomes iranianos na atualidade. O jogador é o maior artilheiro em atividade pela seleção, com 57 gols marcados, ficando atrás apenas de Ali Daei na história. O atacante possui passagens por equipes europeias, como Zenit, Bayer Leverkusen e Roma.
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