A Globo definiu como Luiz Felipe Scolari vai aparecer na cobertura da Copa do Mundo de 2026: o ex-treinador não terá presença fixa, mas entradas calculadas no entorno dos jogos da Seleção. Suas entradas estão previstas para ocorrer sempre antes ou depois das partidas, em formatos de análise e desempenho em campo.
O acordo firmado recentemente prevê dez participações dentro do Seleção SporTV, programa comandado por André Rizek. A lógica é simples, mas estratégica já que posiciona Scolari como uma das principais vozes de leitura do time de Carlo Ancelotti. Neste contexto, cada aparição no canal acompanhará o calendário do Brasil no torneio.
Essa escolha segue um padrão que a emissora já testou anteriormente. Em edições passadas, técnicos e ex-jogadores ocuparam esse mesmo espaço de análise em momentos-chave da programação. Luís Castro e Filipe Luís ganharam destaque em 2022 quando cumpriram essa função, por exemplo.
Participação ancorada em trajetória com a Seleção
A forma idealizada para Scolari passa, sobretudo, pelo peso de sua história com a Canarinho. Ele liderou a Seleção no último título mundial, conquistado em 2002, no Japão. Anos depois, entre 2013 e 2014, voltou ao comando e esteve à frente da equipe na Copa disputada no Brasil, marcada pela derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal.
“Estou muito feliz com esse novo desafio. Depois de três Copas do Mundo na beira do gramado, agora tenho a oportunidade de participar de um programa esportivo e seguir falando de futebol. […] Ainda mais ao lado de nomes que conheço bem, como Paulo Nunes e Felipe Melo”, celebrou Felipão.
Globo define grade e projetos para Copa do Mundo
O movimento representa mais um passo do SporTV na organização final de sua grade para o torneio. O canal transmitirá 55 jogos entre junho e julho, com Luis Carlos Jr e Paulo Andrade acompanhando as partidas diretamente das sedes nos Estados Unidos, México e Canadá.
Fora do campo, a Globo monta uma operação de grande escala. A empresa projeta arrecadar cerca de R$ 1,9 bilhão com publicidade durante o Mundial — Amazon, Ambev, Itaú e Superbet já adquiriram cotas. Há, ainda, outras negociações em curso.
A emissora aposta no alcance para sustentar esse modelo e prevê atingir 100 milhões de pessoas em jogos da Seleção Brasileira.
Ambiente de transmissão ampliado
A Copa de 2026 também terá divisão de direitos entre diferentes plataformas. Além da TV aberta e do SporTV, a GE TV também entra no projeto e exibirá partidas ao lado de CazéTV e SBT. O canal liderado por Casimiro Miguel se destaca como o único com direito ao pacote completo de partidas, com os 104 duelos do torneio.
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