Associativo tenta derrubar liminar que mantém Textor no comando do Botafogo

Associativo tenta derrubar liminar que mantém Textor no comando do Botafogo
Associativo tenta derrubar liminar que mantém Textor no comando do Botafogo -

O imbróglio jurídico entre o Botafogo associativo e John Textor ganhou um novo e decisivo capítulo nesta quarta-feira (25). O clube ingressou com uma petição na 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para tentar derrubar a liminar que mantém o empresário estadunidense à frente do futebol alvinegro. O recurso busca suspender uma decisão de outubro do ano passado, sob a alegação de que a atual administração da SAF estaria realizando operações financeiras arriscadas para esconder a real situação do clube.

Na petição, os advogados do associativo mencionam o “risco de novas operações de crédito e de antecipação de receita” em condições desvantajosas. O texto afirma que tais manobras teriam o objetivo de “mascarar a realidade financeira da SAF Botafogo”, criando uma falsa sensação de boa gestão para a torcida. Inegavelmente, o racha entre as partes se aprofundou após a Justiça do Rio definir, na última terça-feira (24), que o conflito deve ser resolvido definitivamente por um Tribunal Arbitral, mantendo Textor no cargo até lá.

O associativo contesta a manutenção da eficácia da liminar após a extinção do processo sem julgamento de mérito na justiça comum. Segundo o documento, não haveria plausibilidade jurídica para que uma medida cautelar continue produzindo efeitos nessas condições. Por outro lado, a gestão de John Textor interpretou a decisão de levar o caso para a arbitragem como uma vitória estratégica, acreditando que a pressão contra o comando da SAF perderá força no novo foro.

Disputa pelo Botafogo agora segue para o Tribunal Arbitral

Enquanto o associativo tenta a via judicial imediata para o afastamento, a SAF Botafogo avalia que a oposição não terá sustentação no Tribunal Arbitral. Internamente, o grupo de Textor mantém o foco na administração do futebol, apesar das graves acusações de “mascaramento” das contas. O Botafogo associativo, por sua vez, defende que a medida visa proteger o patrimônio do clube de possíveis danos irreversíveis causados por gestões temerárias.

Dessa forma, o futuro do comando do Glorioso permanece em aberto e dependente de novas canetadas. O cenário de incerteza institucional ocorre em um momento em que a transparência financeira das SAFs brasileiras é alvo de grande debate. Agora, resta aguardar se a 21ª Câmara de Direito Privado acolherá o pedido de urgência do associativo. Ou ainda, se manterá o empresário norte-americano no posto até que os árbitros analisem o mérito da questão.

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