Qualquer ser bípede e com o mínimo de tecido encefálico sabe que, a curto prazo, a solução para a Seleção Brasileira passa pelos pés do atacante Luiz Henrique e do volante Danilo, dois jogadores que tiraram a equipe do técnico Carlo Ancelotti da letargia durante a derrota para a França por 2 a 1, na última quinta-feira (26), no Gillette Stadium, em Foxborough, nos Estados Unidos. O encontro, em Massachusetts, foi um amistoso que escancarou a diferença entre os oponentes nos 45 minutos iniciais. Os europeus deitaram e rolaram. Com a entrada da dupla e a expulsão do zagueiro Upamecano, dos Bleus, o Brasil conseguiu, enfim, incomodar e quase beliscou um empate no fim do prélio.
Faltou poder de fogo para a Seleção
Carleto, recentemente em missão antropológica, caiu na gandaia durante o Carnaval para entender um pouco da cultura que representa como o técnico da seleção amarela e verde. Do alto de sua sabedoria, o italiano afirmou que um time precisa da alegria do Tríduo Momesco em harmonia com a organização da parte estratégica. O Brasil, então, ganhou a ousadia de Luiz Henrique e o dinamismo tático de Danilo. Faltou, porém, o senso apurado de um Igor Jesus para definir os lances de ataque. Preterido nesta Data Fifa, o centroavante do Nottingham Forest (ING) certamente guardaria uma das bolas que pererecaram na pequena área dos gauleses durante a segunda parte do espetáculo. Um Cuiabano na lateral esquerda também poderia cair bem. O Botafogo de 2024 é a equipe ideal para o Mister iniciar a base das 26 figurinhas da Copa do Mundo. Fica a dica!
Vini Júnior, por sua vez, errou tudo e sentiu o peso de vestir a camisa 10, algo que prova de uma vez a sua condição: ótimo jogador para os planos do Real Madrid. Mas longe de ser um futebolista extraclasse para colocar o número de Pelé nas costas e passar incólume pela pressão, como, por exemplo, Ronaldinho Gaúcho, Zico ou Rivellino. Raphinha, outro astro da Seleção Brasileira, também decepcionou. O ponta do Barcelona ficou muito abaixo do esperado, assim como o midiático estreante Pereira, beque triturado por Mbappé. Desconto para Ancelotti por não contar com o trio MMM (Militão, Magalhães e Marquinhos) na zaga. Um setor todo remendado facilitou a vida do Tartaruga Ninja, sejamos justos! Passamos, portanto, um paninho aqui.
Pantera e Danilo se credenciam com bom futebol
De volta à dupla. Luiz Henrique mudou a postura ofensiva da Seleção Brasileira e cravou a ida para a Copa do Mundo de junho. Seria um crime inafiançável o Pantera não estar na lista do dia 18 de maio. Em cinco minutos em campo, ele produziu mais do que Raphinha e Vini juntos. Confiante, o camisa 20 causou um tormento aos franceses pela direita. Colocava a bola na frente e ninguém segurava. Parecia um touro, unindo rara habilidade com força. Depois, trocou de lado e continuou gerando ocasiões para o Brasil. Em uma delas, Bremer descontou e por pouco não igualou o score. Se continuar assim, em pouco tempo, LH deixará o futebol russo para defender algum clube da Premier League. Craque do Brasileirão-2026, Danilo rearrumou o meio de campo e não deixou Casemiro tão sobrecarregado na marcação. Outro nome que será muito importante para as pretensões de Ancelotti. O volante já tem o nível adequado para um Mundial.
A Seleção Brasileira volta a campo na terça-feira (31), contra a Croácia, em Orlando, na ensolarada Flórida, no último amistoso de Data Fifa antes da convocação final. Chance também para Ancelotti promover os últimos dois testes que faltam: o atacante Rayan e o lateral-esquerdo Kaiki. Estes dois, porém, devem ser observados para o próximo ciclo. Afinal, Ancelotti admitiu, em Foxborough, que tem cada vez menos dúvidas para fechar o grupo com o qual trabalhará em New Jersey durante o verão no Hemisfério Norte.
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