Filipe Luís reapareceu publicamente pela primeira vez desde que deixou o comando do Flamengo, no início de março. De passagem pela Europa, o técnico acompanhou de perto a classificação do Sub-12 rubro-negro para a final do Mundial da categoria, em Madri, e abriu o jogo sobre o fim de sua passagem pelo Ninho do Urubu. Em entrevista ao jornal “Marca”, o ex-lateral admitiu que o desempenho em 2026 ficou abaixo do esperado, mas ressaltou o orgulho pelos cinco títulos conquistados:
“Este ano não começamos tão bem, e o clube decidiu encerrar esse ciclo, do qual sou muito orgulhoso tanto como jogador quanto como treinador. Só tenho palavras de gratidão por tudo que vivi lá”.
O treinador, que saiu com conquistas expressivas como a Libertadores e o Brasileirão de 2025, relembrou a dor da derrota nos pênaltis para o PSG na Copa Intercontinental:
“Foi de partir o coração”.
Mesmo com o revés recente na Supercopa e na Recopa, que selaram seu destino, Filipe manteve o tom de gratidão e elegância. Ele destacou que sua filosofia sempre foi buscar um futebol dominante e ofensivo, mas reconheceu que o momento do clube exigiu a mudança para a chegada de Leonardo Jardim.
Ao comentar o sucesso da base flamenguista na Espanha, Filipe Luís subiu o tom para exaltar a mentalidade vencedora do clube. Após ver os garotos eliminarem o mesmo PSG que o venceu no profissional, ele cravou:
“Em nível competitivo, acho que o Flamengo está acima de todos”.
Para o ex-comandante, a entrega de “corpo e alma” dos jovens atletas, que jogam cada torneio como se fosse a última partida da vida, é o grande diferencial que coloca o Rubro-Negro em um patamar isolado no desenvolvimento de talentos.
Filipe Luís enaltece mentalidade competitiva no Flamengo
Sem dúvida, a análise de Filipe Luís sobre o DNA rubro-negro reforça o legado que ele tentou implementar no profissional. Ele pontuou que a emoção da comissão técnica do Sub-12 ao chegar na final contra o Bétis é o reflexo do que o futebol exige em alto nível.
“Eles competem incrivelmente bem… isso sempre os motivará a competir, e é disso que se trata o futebol: competir em alto nível, muitas vezes até mais do que a tática”, explicou o treinador, que agora aproveita o período sabático para observar metodologias europeias.
Dessa forma, Filipe Luís encerra sua primeira grande jornada como técnico deixando as portas abertas na Gávea. Com o status de segundo técnico mais vitorioso da história, empatado com Jorge Jesus, o “Mister” brasileiro sai de cena valorizando a instituição e o processo de formação. Agora, enquanto o Flamengo de Jardim tenta reencontrar o caminho dos títulos em 2026, Filipe segue como um observador privilegiado e um defensor ferrenho da mística vencedora que ajudou a construir.
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