A chegada de Renato Gaúcho ao Vasco interrompeu um ciclo de incertezas e marcou uma guinada imediata no desempenho da equipe. Antes da troca no comando, o volante Tchê Tchê amargava a reserva e o elenco sofria com uma sequência de derrotas. Esse cenário negativo, inclusive, provocou a demissão de Fernando Diniz.
No entanto, o novo treinador alterou rapidamente o clima no CT Moacyr Barbosa. Renato focou no aspecto psicológico dos atletas e essa postura serviu como o principal combustível para a evolução técnica do time.
“Ele chegou dando muita confiança para a gente. Acreditando no potencial do grupo. Ele sempre fala que precisa de todos. Inicialmente eu trouxe algo que mudou bastante. Ficamos um período sem saber quem viria. Ele chegou e teve uma conversa franca e honesta e disse que precisávamos pôr o pé no chão. Acho que é isso que estamos colocando em prática. Time está competindo bastante. Sabemos sofrer e isso é o principal”, comentou o volante para à Itatiaia.
Ajustes no Vasco
Além do ajuste tático, a gestão humana de Renato Gaúcho fortaleceu o vestiário. O treinador equilibra a cobrança profissional com a proximidade necessária para recuperar a autoestima dos jogadores. Segundo Tchê Tchê, esse estilo “paizão” evita a zona de conforto.
“Ele é um estilo mais paizão. Ele foi jogador, sabe que o atleta precisa de carinho. É normal o jogador. O jogador precisa de um pouco de afago, mas a corda tem que estar sempre esticada para não ter aquela acomodação. Não é que não muda nada, mas não temos tempo para imaginar e pensar. Só pensamos coisas”, afirmou.
Os números ratificam a eficácia dessa nova metodologia. Sob o comando de Renato, o Vasco conquistou 10 dos 12 pontos disputados no Campeonato Brasileiro. Nesse período de quatro jogos, Tchê Tchê recuperou a titularidade e se tornou peça fundamental no esquema do treinador.
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Mais oportunidades
A retomada do bom futebol também reflete o empenho individual do atleta durante o período em que esteve fora dos planos iniciais. Tchê Tchê aproveitou o tempo sem jogos para intensificar os treinos, o que garantiu sua entrada imediata no time principal assim que a comissão técnica mudou.
“Trabalhei bastante para chegar neste momento agora. Me sinto preparado. No início tive jogos no Estadual neste ano, não tinha atuado no Brasileiro. Feliz por esse momento. Esperei bastante, não estava tendo sequência de jogos, mas sempre me preparando. Não fui pego de surpresa, mas não esperava no início do primeiro jogo do Renato já começar entre os 11. Estava preparado para isso”, contou.
Dessa forma, a união entre a experiência de Renato Gaúcho e a prontidão do elenco recoloca o Vasco em uma trajetória ascendente na competição nacional.
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