Sob risco de 10 anos de prisão, Rafa Mir pede julgamento público em processo por estupro

Sob risco de 10 anos de prisão, Rafa Mir pede julgamento público em processo por estupro
Sob risco de 10 anos de prisão, Rafa Mir pede julgamento público em processo por estupro -

A defesa de Rafa Mir, do Elche, colocou duas decisões no centro do processo em que o atacante responde à denúncia de estupro na Espanha: sustentar que não houve crime e exigir que o julgamento ocorra de forma pública. Os advogados contestam o pedido da acusação por sessões à porta fechada, enquanto o Ministério Público solicita pena de 10 anos e seis meses.

Sob orientação de Jaime Campaner, a defesa do atacante alega que não há justificativa legal para restringir o acesso às audiências. Os representantes defendem ainda a capacidade da exposição pública em avaliar, com clareza, as provas e os depoimentos do processo.

“Nada justifica que o desenrolar do julgamento caia no sigilo de ser realizado à porta fechada. Não é apresentada qualquer razão pelo requerente para tal restrição radical que priva o escrutínio público da confiabilidade e suficiência das provas apresentadas pela acusação e, muito particularmente, do depoimento do queixoso. Tal como apresentado pela acusação com o objetivo de perturbar a presunção de inocência do acusado”.

O que a defesa de Rafa Mir sustenta?

Os advogados afirmam que houve relação consensual e situam o conflito em um momento posterior entre as envolvidas. Neste sentido, alegam que desenrolou-se, após o ato sexual, um um desentendimento entre as duas mulheres inseridas no caso.

Esse ponto ajuda a explicar, na leitura da defesa, o que ocorreu na sequência. De acordo com os representantes, a atuação da segurança privada e da polícia local aconteceu por causa desse impasse, mas não por uma conduta criminosa atribuída ao jogador.

Documentos que sustentam a versão

A argumentação se apoia nos registros feitos na noite do incidente. Isso porque, de acordo com os advogados, os boletins de ocorrência inicialmente não mencionam crimes contra a liberdade sexual. Seguindo a versão, os documentos registram apenas uma discussão sobre a saída de um amigo com o atleta.

Os representantes ainda mencionam que a alegação de briga física envolvendo um dos acompanhantes está registrado separadamente no documento. Com base nesses elementos, a defesa sustenta que a narrativa de agressão sexual surgiu apenas depois dos fatos inicialmente registrados. Levantando, assim, suspeitas quanto à acusação.

Situação atual do processo

O caso segue sob investigação, e o Ministério Público da Espanha mantém o pedido de pena de 10 anos e seis meses para o atacante. Emprestado pelo Sevilla ao Elche, Mir afirma que está calmo e aguarda o julgamento para apresentar sua versão dos fatos no tribunal.

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