Ministro cobra nova liderança na Federação Italiana após terceira ausência em Copas

Ministro cobra nova liderança na Federação Italiana após terceira ausência em Copas
Ministro cobra nova liderança na Federação Italiana após terceira ausência em Copas -

Um dia depois da eliminação da Itália na repescagem para a Copa do Mundo, o cenário no futebol do país ficou ainda mais turbulento. Isso porque o Ministro do Esporte, Andrea Abodi, cobrou mudanças profundas na Federação Italiana de Futebol (FIGC), aumentando a pressão sobre o presidente Gabriele Gravina, que permanece no cargo mesmo após mais um fracasso.

“Agradeço à equipe e ao treinador pelo compromisso que demonstraram, mas é evidente para todos que o futebol italiano precisa se reconstruir, e que este processo deve começar com uma renovação na liderança da FIGC [Federação Italiana de Futebol]. O governo demonstrou concretamente, nos últimos anos, seu compromisso com todo o esporte italiano. É exigido responsabilidade, humildade e respeito. A Itália deve voltar a ser a Itália no futebol mundial”, declarou ele na cerimônia do prêmio Città dei Giovani 2026.

A derrota nos pênaltis para a Bósnia significou que a Azzurra ficará fora de sua terceira Copa consecutiva — algo inédito para uma seleção que já levantou a taça mundial. A última participação foi em 2014, no Brasil, e a próxima oportunidade só virá, portanto, em 2030.

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“Me entristece pensar que há toda uma geração de crianças e jovens que ainda não experimentaram a emoção de ver a seleção nacional jogar uma Copa do Mundo”, prosseguiu o ministro.

Itália: opositores exigem renúncia imediata

Segundo o jornal “La Gazzetta dello Sport”, opositores de Gravina enviaram uma carta à Primeira-Ministra Giorgia Meloni e ao próprio Ministro do Esporte. O pedindo era claro: a renúncia imediata de Gravina, que está à frente da FIGC desde outubro de 2018 e comandou os dois ciclos anteriores em que a Itália também não conseguiu se classificar (2022 e 2026). O clima, portanto, é de crise institucional e de forte cobrança por uma reestruturação no futebol italiano.

“É uma derrota definitiva. Quando não conseguimos nos classificar para três Copas do Mundo, é preciso refletir. O futebol italiano precisa ser reconstruído. Acho que quando uma organização como um todo fracassa em uma Copa do Mundo, fica claro que a liderança deve assumir a responsabilidade”, encerrou Abodi.

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